As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 23/09/2019

Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente o coquitel antiaids atráves do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2001, o país inovou ainda mais ao tomar uma atitude polêmica, cujo qual, foi a quebra de patentes de remédios contra o vírus do HIV. Mesmo diante a tantos avanços, ainda é nítido a exclusão de certos grupos no âmbito hospitalar. Esse fato, corrobora com diversos problemas psicológicos no qual afetam cada vez mais esses grupos. Além disso, contribui com o aumento da desigualdade social no país.

No Brasil, minorias vivenciam situações de exclusão, marginalidade e discriminação que as colocam em posição de maior vulnerabilidade frente a agravos à saúde. Esse fato é afirmado nos hospitais, pois muitos deles não se sentem devidamente acolhidos quando buscam por consultas ou outros tipos de atendimentos, sendo assim, acabam não retornando. Essa realidade se torna ainda mais grave na ocorrência de algumas doenças reemergentes, as quais possuem total ligação com essas diferenças sociais, pois a pessoa que não frequenta um hospital, fica mais propício a adquirir tais enfermidades.

A desigualdade social é um forte índicio à certas atitudes excludentes, pois o homem cresce com a visão etnocentrica do mundo, sendo assim, acaba dissiminando argumentos de ódio e preconceito sob a cultura e preferências do outro. É muito comum, homosexuais, travestis, transgêneros, imigrantes entre outros grupos, serem marginalizados e acusados de espalhar certas doenças que, devido sua exclusão, foram propíciados a adquirirem.

Diante os fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério da Saúde juntamente com as mídias sociais, criem debates através de palestras seja presenciais ou até mesmo, com “lives” online para que atinga um maior público possível, para se conversar sobre comportamentos excludentes no âmbito hospitalar, afim de melhorar os atendimentos e gerar mais empatia sobre o próximo nesses locais.