As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 28/09/2019
Na visão de Aristóteles, a família e a cidade são suficientes para satisfazer as necessidades básicas do ser humano. Contudo, em pleno século XXI, não é o que ocorre, pois, a não execução desses direitos não inerentes ao homem integram um amplo quadro de exclusão do povo brasileiro. Assim, o que mais é afetado com esse quadro é a saúde nacional, seja pelo fato de que as informações e conhecimento acerca não são possuídos por todos ou pela má qualidade dos sistemas oferecidos pelo governo.
Na obra O Ateneu de Raul Pompeia, um garoto é mandado para um colégio interno para ter uma melhor formação. Fora da ficção e partindo do pressuposto de que o acesso à uma educação de qualidade desde a formação nacional é realidade das elites, pode-se inferir que tal esfera social altera os níveis de saúde populacional. Pois, com informações precárias, a parcela mais pobre da sociedade desconhece mecanismos de transmissão de doenças e formas de combate, estando dessa maneira, mais propensas à infecções e contágios. Assim, saneamento básico deficiente e educação falha estão intimamente ligados às epidemias e surtos de doenças que afetam o país como um todo, prejudicando sua economia e desenvolvimento.
Sob outro viés, de acordo com a Organização das Nações Unidas, o Sistema Único de Saúde(SUS), é uma das criações mais democráticas de toda a América Latina e é a alternativa dos mais pobres. No entanto, as verbas destinadas à ele foram diminuídas e a precariedade do sistema é iminente. Desse modo, como consta na Constituição Cidadã de 1988, o acesso à saúde é um direito inerente ao homem, e o não investimento e o descaso das autoridades nesse setor marcam também uma exclusão perante os indivíduos de modo geral, uma vez que, a vida do brasileiro é ameaçada.
Portanto, para que o pensamento de Aristóteles esteja correlacionado com a sociedade atual, é necessário ação. Para que a população tenha mais informações e possa cuidar de forma mais precavida da própria saúde, urge que Organizações Não Governamentais em parceria com empresas privadas, criem palestras comunitárias com a presença de autoridades no assunto. Para chamar atenção para a situação dessas minorias e minimizar o quadro histórico de exclusão, tais órgãos, por meio de campanhas que possam arrecadar fundos, devem direcionar investimentos destinados ao SUS, para que assim, a sociedade possa estar em harmonia.