As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 02/10/2019
Em uma sociedade preconceituosa e dita como padronizada, as minorias sofrem para nela se encaixarem. Como os milhares de judeus, negros, ciganos e gays perseguidos e mortos na Alemanha Nazista e os milhões de negros escravizados durante centenas de anos em todo o planeta. Essa discriminação, gera diversos problemas psico-sociais para essas pessoas e, quando necessário a procura às instituições hospitalares, sofrem ao serem atendidas. Essa realidade se faz presente no Brasil, devido principalmente ao sentimento de superioridade marcado pelas gerações passadas que impera na sociedade atual.
Preconceitos, julgamentos, ofensas e isolamento, são atitudes típicas de grupos de indivíduos que negligenciam pessoas pela cor da pele, condição financeira ou orientação sexual. Consequentemente, as vítimas enfrentam desconfortos, problemas sociais e dificuldades de desenvolver suas funções necessárias no ambiente ocorrido, como no trabalho ou na escola. Assim, essas minorias devem recorrer à ajuda e, caso não consigam correm sérios riscos de desenvolverem doenças que podem ser fatais, bem como depressão, esquizofrenia, transtornos de ansiedade e suicídio. Segundo dados do Ministério da Saúde, de maio de 2009, o índice de suicídio entre jovens e adolescentes negros cresce e é 45% maior do que entre brancos.
No entanto, esse número está longe de amenizar. Isso porque, a comunidade LGBT, negros e adolescentes grávidas, muitas vezes são tratados com descaso nos serviços de saúde. “Preconceito e violência expulsam trans de rede de saúde”, é o título de matéria feito pelo UOL, com relatos de vítimas que foram violadas em atendimentos médicos. Com consequência deste processo, elas desenvolveram traumas e com isso, deixam de procurar esses serviços, e logo, não recebem possíveis diagnósticos precoces. Além de tal ato ir contra a Constituição, já que esta apresenta à saúde como direito de todos e dever do Estado, fere também seu conceito proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que define saúde como um estado completo de bem estar físico, mental e social.
Desse modo, como disse Bob Marley, enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra. e ,não apenas, enquanto existir quaisquer preconceito, o cidadão terá seu direito violado. Assim sendo, torna-se evidente a necessidade do Governo Federal junto ao Ministério da Saúde, acabar com a exclusão social na área da saúde, por meio da promoção de campanhas anti preconceito tanto no médico particular como no público, que visem a importância de atendimento universal a todos, para que que os funcionários desses locais se conscientizem e respeitem todos. Ademais, cabe a mídia promover campanhas de comunicação contra a exclusão de minorias.