As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 02/10/2019

Conceituada pelo Sistema Único de Saúde como um estado de pleno bem estar físico, mental e social, a saúde no Brasil, vem mostrando uma face completamente avessa ao idealizado. O cenário é caótico para a população com baixo poder aquisitivo e para os não héteros, o que demostra falência de planejamento para a promoção da saúde.

Historicamente, a população pobre sempre teve os seus direitos secundarizados. O descumprimento do Estado com o seu dever Constitucional de tornar a saúde um bem inalienável, faz crescer os índices de doenças crônicas como o diabetes e a hipertensão, por ausência de  orientação e suprimento nutricional adequado. A problemática avança ao passo do descaso.

Somado a isso, o preconceito também é fator contribuinte para a auto-segregação da comunidade LGBTQ+ das unidades de saúde. O tabu enraizado na sociedade  gera frutos amargos como a disseminação de doenças passíveis de controle ou cura, como no caso da aids e sífilis. Porém, a exclusão impede a prevenção, o diagnóstico e o tratamento, dessa forma, nada é feito.

Diante disso, portanto, fica evidente a necessidade de uma maior atuação governamental, a partir da criação de parcerias com os municípios para que haja a efetivação das políticas públicas. A criação de programas de incentivo ao cultivo de hortas em comunidades, por meio do teto verde, contribuiria para o incentivo a alimentação saudável. A adequada orientação aos benefícios e a implementação seria por meio da parceria de ONGs com o Estado. Além disso, é necessário que haja a capacitação dos profissionais de saúde através  de reciclagens e palestras geridas pelos seus conselhos responsáveis, para que os mesmos exerçam o acolhimento adequado de todos aqueles que solicitarem atendimento. Dessa forma, o princípio da equidade fará realmente parte da realidade dos usuários do SUS.