As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 08/10/2019

A série televisiva Greys Anatomy, descreve o cotidiano do  Seattle Grace, um hospital particular que recebe inúmeros casos de pacientes que recebem um atendimento insatisfatório em hospitais da rede pública e são levados a gastarem em procedimentos caros mesmo sem ter boas condições. Fora da ficção, vê-se que os pilares de acesso à igualdade e aos direitos fundamentais dos indivíduos não são garantidos, como proposto pela Constituição de 1988, visto que hodiernamente a falta de atendimento de saúde qualificada, indicadores sociais negativos e exclusão socioeconômicas são fatores que  trazem impactos nas condições físicas e mentais. Dessa forma, é evidente um desenvolvimento econômico somado a falta de garantia dos direitos humanos, culminando na desigualdade social.

A princípio, devido a falta de políticas públicas focada nos mais vulneráveis, no Brasil, a sociedade apresenta preconceitos em relação aos negros, às mulheres e aos LGBQI+, a fim de dificultar o acesso a uma saúde igualitária e qualificada. Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o maior erro que o homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem. Ademais, a homossexualidade foi considerada uma patologia, a transexualidade como doença e durante muito tempo, houve a animalização dos negros, esses atos preconceituosos corroboram um crescimento nos índices de adoecimento mental , em que há a prevalência da depressão e também, o suicídio entre jovens e adolescentes negros cresce e é 45% maior do que entre brancos, segundo os dados do G1.

Por conseguinte, o Brasil é uma das principais economias do mundo, porém há indicadores sociais que o aproximam de países miseráveis, em razão de o desenvolvimento econômico contradizer a ideia de de bem-estar e igualdade social, dado que o acesso à saúde, educação e segurança de qualidade abrange apenas uma pequena parcela da população com boas condições financeiras. De acordo com o geógrafo Milton Santos, a globalização se apresenta como fábula por invisibilizar acontecimentos da sociedade, pois a desigualdade social é perversa. Nessa perspectiva, as populações mais vulneráveis social, cultural ou economicamente são aqueles que tem os piores indicadores sanitários, geralmente, apresentam uma maior prevalência de doenças, comprometendo as condições físicas e mentais.

Logo, é indiscutível que medidas devam ser tomadas mediante a esse cenário caótico que assola a sociedade brasileira. Portanto, é necessário que o Ministério da Cidadania em parceira com empresas privadas propaguem, por meio das políticas midiáticas, campanhas questionando e rompendo preconceitos, a fim de alertar a população à necessidade de atendimento especial as minorias, essa ação deve ser feita por uma equipe de profissionais qualificados na área social e de saúde indicando as formas mais eficazes para a inclusão, em diferentes horários nos televisores, para que atinga