As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 09/10/2019

Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro, dizia que todo ser humano é um estranho ímpar. Nesse sentido, ao se falar de minorias no Brasil, deve-se analisar o efeito que a saúde física e mental desses indivíduos sofre com a exclusão sofrida. Nesse cenário, pode-se citar a falta de interesse do governo com essa população e o preconceito da sociedade com os mesmos como pilares da problemática em questão.       Cabe pontuar, primeiramente, que há ainda um pensamento retrógrado de parte da população acerca das minorias. Exemplo disso, dados Brasileiros apontam que indivíduos LGBT sofrem com atendimentos discriminatórios e constrangedores por parte dos profissionais de saúde. Com isso, há índices globais alarmantes acerca de distúrbios mentais e tentativas de suicídio por membros dessa comunidade. Observa-se, assim, que a discriminação tem efeito sobre a saúde das pessoas.

Outrossim, há um investimento precário na pesquisa sobre os impactos que a sociedade atual causa nas minorias. Nesse panorama, a University College London, descobriu que a população africana do Reino Unido tem 4,1 vezes mais chances de ter doenças psicológicas, mas no Brasil não há muitos dados sobre tal tema. Há, por conseguinte, um afastamento do pensamento de Aristóteles, filósofo grego, o qual dizia que a Política é a arte de gerir a pólis visando o bem geral, uma vez que essa porção da sociedade é excluída.

Fica claro, portanto, que a exclusão tem alto impacto na saúde do brasileiro. Logo, cabe ao Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, investir em pesquisas acerca do tema, com a criação de um setor dedicado exclusivamente a temática, pesquisando, por exemplo, impactos que essa problemática causa na saúde psicológica e, também, na imunidade dos indivíduos, a fim de abrandas os impactos sofridos por essas pessoas. Por fim, tomada tal medida, a singularidade de cada ser humano será respeitada e tratada dignamente.