As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 05/10/2019

Na série “Atypical” é abordada a vida de um autista que passa por situações de exclusão social, o que gera problemas de saúde, como a ansiedade. Assim, a ausência de contato social resulta no isolamento, que é a falta de interação. Dessa maneira, a solidão traz problemas na saúde psicológica e no cotidiano de um indivíduo, o que altera os seus comportamentos e atitudes e pode causar a solidão e depressão. Diante disso, é importante analisar as formas de exclusão social e como isso afeta a saúde mental de um indivíduo.

Primeiramente, o preconceito está relacionado a características diversas que podem ser de deficiência, etnia, classe social, opção sexual, entre outros. Nesse sentido, a diversidade em um grupo faz com que haja uma discrepância ideológica, e isso resulta na exclusão de pessoas consideradas diferentes. Logo, na série “Atypical”, Sam, um garoto autista, passa pelo processo de exclusão, devido a sua síndrome, o que o faz passar por situações de estresse, crises de ansiedade e emoções intensas. Dessa forma, a falta de interação social, por causa do preconceito, faz com que estruturas que compõem o cérebro sejam modificadas e há uma diminuição na produção de hormônios, como a mielina, o que diminui a eficácia dos impulsos nervosos, responsáveis pelos comandos do corpo. Ou seja, independente da forma de exclusão, os resultados são prejudiciais para o cotidiano do indivíduo e pode, no pior dos casos, causar transtornos como a depressão que impulsiona o suicídio.

Ademais, segundo o site “A Mente é Maravilhosa”, as causas de isolamento podem ser diversas e dependem do contexto em que uma pessoa está inserida. Desse modo, desde o bullying sofrido por alguma particularidade, até uma condição médica limitante, leva uma pessoa a ter uma falta de confiança própria e receio de se inserir em rodas de conversas e fazer novas amizades. Por isso, em situações de solidão, há a falta de estímulos à reações neurais, e isso prejudica a aprendizagem, atenção e tomadas de decisões, segundo dados do site citado acima. Como consequência, o cérebro não funcionará de maneira correta, devido a falta de interação humana necessária, e por isso não recebe estímulos adequados, o que frustra e prejudica o desenvolvimento de uma pessoa.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de tratar o preconceito que exclui socialmente pessoas  com o intuito de diminuir a problemática. Para que isso aconteça, é necessária uma campanha que impulsione o senso empático da população. Para que ocorra, o governo de cada estado deve criar um evento com profissionais da área de psicologia e medicina para uma conversa sobre isolamento social com a população local. Para ser possível, é necessário a liberação de verbas pelo poder público. Como resultado, a conversa ajudará na reflexão sobre a importância dos relacionamentos interpessoais.