As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 14/10/2019

Avanços na área científica, como, sequenciamento de DNA e procedimentos cirúrgicos corroboraram para o surgimento da medicina convencional. No Brasil, o avanço foi ainda maior, graças à criação de hospitais públicos. No entanto, a exclusão da população minoritária devido à hegemonia dos grupos dominantes, corrompe a promoção plena e igualitária da saúde.

Primeiramente, é importante entender que essa exclusão advém de um desejo da classe dominante, que é atendido graças às relações de poder. Segundo Michel Foucault, filósofo Frances, essas relações garantem que a sociedade se adéque as necessidades da classe dominante, enquanto os que pertencem à classe minoritária - mulheres, comunidade LGBTQI+, negros, entre outros – sejam coagidos e submetidos a tal fato. Nesse sentido, a saúde e os avanços médicos são realizados e aplicados diante de uma demanda da classe privilegiada, mas não diante da carência de melhores condições de atendimento e serviços médicos para a população em estado de vulnerabilidade social.      De certo, há um perigo no fato da saúde ser aplicada somente a hegemonia, pois o restante da população fica a mercê de doenças físicas e mentais. Um bom exemplo disso é a distribuição de preservativos no SUS (Sistema Único de Saúde). Esse produto foi criado para atender a hegemonia heterossexual, logo os indivíduos homossexuais não têm suas necessidades atendidas e, esses acabam tendo que se adaptar aos métodos convencionais oferecidos pela instituição publica, ou em casos mais graves, correm o constante risco de contraírem uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), por não encontrarem um método de proteção que se adapte ao seu estilo de vida.            Dessa maneira, fica evidente que para combater a exclusão e garantir a promoção da saúde, é preciso que o Ministério da Saúde juntamente com o Governo invista em debates e campanhas abertas ao publico, sendo ministradas por psicólogos em centros de cultura, com temáticas sobre a importância de plena inclusão igualitária na saúde brasileira e, o combate a cultura do preconceito. Ademais, cabe também dispor de fichas de pesquisas nos centros médicos, para que a população avalie as condições de atendimento e recomendem futuras melhorias diante das necessidades do local e do publico atendido. Com tais medidas, será possível conscientizar a comunidade sobre a necessidade de atender a demanda populacional e não somente a da classe dominante.