As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 23/10/2019

No livro “Holocausto Brasileiro” escrito pela jornalista mineira Daniela Arbex, foi relatada a história do Hospital Colônia de Barbacena, no qual ocorreu o genocídio de milhares de pessoas, que na sua maioria não sofria de transtornos mentais, mas eram os “indesejados” pela sociedade, como adolescentes grávidas, dependentes químicos, negros, homossexuais, etc.

Não muito distante, no hodierno cenário brasileiro, populações mais vulneráveis possuem os piores indicadores sanitários e prevalência de certas doenças. Sob tal ótica, o tratamento dado à essas minorias precisa ser reavaliado a fim de combater a exclusão social no contexto da saúde brasileira.

Em primeira análise, sabe-se da existência da lei do SUS de 1990, a qual se baseia em três princípios: a Universalidade, Integridade e Equidade, em que o último é a garantia que as camadas mais vulneráveis tenham atendimento prioritário . Entretanto, segundo  dados do Ministério da Saúde de 2016, jovens negros entre 15 à 29 anos têm 45% de chance a mais de cometer suicídio. Isso demostra que diversos fatores contribuem para o adoecimento dessas pessoas,como por exemplo o preconceito da sociedade, levando ao adoecimento físico e mental dos marginalizados.

Outrossim, conforme o artigo 196 da Constituição, a saúde é  direito de todos e dever do Estado. No entanto, segundo entrevistados do grupo LGBT, a conduta dos profissionais da saúde, muitas vezes é discriminatória e negligente às necessidades dos pacientes. Dito isso, a falta de preparo do sistema de saúde pública, somado pré-julgamentos oriundos da sociedade convergem para a dificuldade de acesso à saúde por essas minorias.

Destarte, faz-se necessário que haja ação conjunta entre o Ministério da Cidadania e Ongs que organizariam campanhas alertando a população da necessidade de um atendimento especial às pessoas vulneráveis. Assim como, por meio do Ministério da Saúde juntamente com universidades, o desenvolvimento de estudos específicos dos indicadores sanitários dos diversos grupos sociais, de modo a promover saúde igualitária a todos.