As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 27/10/2019
A saúde é fator mister para a vida dos seres humanos, pois esses dependem dela para realizar suas atividades. Segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS),“saúde diz respeito as condições físicas, psicológicas e sociais do indivíduo, ligados ao bem estar e a manutenção da vida”. Logo, é possível analisar a importância do cuidado constante do corpo para manter saudável. Entretanto, esse fator não está sendo suprido devido o falho atendimento da saúde pública brasileira, que propaga a exclusão das minorias sexuais, além de apresentar obstáculos como a superlotação, que por corolário dificulta seu acesso.
Em primeira análise, de acordo com o Código de Ética Médica,“qualquer tipo de expressão de preconceito contra o paciente ou seu familiar é vedado ao médico no exercício de sua profissão”. Visto isso, é dever do profissional formado em medicina, agir de forma acolhedora e respeitosa com todos os indivíduos, inclusive os que fazem parte da minoria sexual como: gays, lésbicas e transexuais. No entanto, existem relatos que apresentaram discriminação e desrespeito à orientação sexual e identidade de gênero, o que leva ao constrangimento do grupo LGBT, que consequentemente, passam a não procurar serviços de saúde.
Outro fator importante é o excesso de pacientes nos serviços de saúde, um obstáculo que provoca a atenção voltada para o grupo, lançada com olhares preconceituosos e comentários ofensivos. Por conseguinte, os julgamentos fazem com que as outras pessoas se sintam inferiores, de forma que não se sintam bem no local. Por isso, ao não sentirem bem vindas, se afastam do meio e deixam de fazer a manutenção de sua saúde.
Evidencia-se, portanto, que o sistema de saúde não é adaptado para a minoria sexual e que isso origina na desistência do grupo em procurar serviços de saúde. Contudo, é necessário que seja criado pelo Ministério de Saúde, serviços específicos de saúde, com profissionais qualificados para o atendimento dessas pessoas. A proposta faria com que, eles não se sentissem mais constrangidos e passem a ter um cuidado ativo com a saúde, levando a sucumbir os impactos sobre a saúde do brasileiro, causados pela exclusão, além de propiciar um atendimento especializado que traria melhores condições de atendimento, gerado sem base em julgamento ou atitudes que tragam desconforto.