As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 28/10/2019
O caso dos Cinco do Central Park gerou uma enorme repercussão midiática, pois foi quando cinco jovens negros foram julgados e condenados por um estupro, mesmo diante de evidências de que não cometeram o crime. Casos de preconceito como esse são uma realidade no Brasil, não só contra negros, mas contra todas as minorias sociais, étnicas e sexuais. A marginalização enfrentada por tais minorias reflete tanto na falta de acessibilidade dos indivíduos a serviços de saúde pública quanto no impacto a sua saúde mental e bem-estar.
Art. 6º da Constituição Federal de 1988 assegura a todos os brasileiros direito à saúde. Todavia, na prática, o preconceito impede que grande parcela da população usufrua desse direito, principalmente no que diz respeito a pessoas LGBTQ+. Segundo um artigo publicado na biblioteca online Scielo, várias pessoas relatam casos de discriminação nas unidades de saúde, o que as levam a procurar atendimento médico com uma frequência menor do que a indicada.
Ademais, o impacto à saúde mental e ao bem-estar dos indivíduos que fazem parte das minorias étnicas e sexuais é outra consequência do preconceito enfrentado por elas na sociedade. De acordo com dados obtidos através de um estudo da University College London, a população britânica de origem africana tem 4,1 vezes mais chances de manifestar transtornos psicológicos à população branca. Diante disso, pode-se inferir que a discriminação e a exclusão sofrida pelas minorias é a razão de sua propensão a distúrbios psicológicos em relação às maiorias sociais.
Portanto, medidas fazem-se necessárias para resolver esse problema. Logo, cabe ao Ministério da Educação desenvolver palestras e campanhas publicitárias a respeito dos direitos que são assegurados a todas as pessoas, independente de sua raça ou orientação sexual, e das consequências inimagináveis que a discriminação pode gerar.