As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 29/10/2019
O Sistema Único de Saúde (SUS), é regido por três princípios básicos: a universidade, a igualdade e a equidade. Essa legislação estabelece a saúde como um direito fundamental do brasileiro. Nesse sentido, o princípio da universidade do SUS estabelece a garantia do direito à saúde para todos os cidadãos, sem discriminação. No entanto, ao analisar o contexto atual da sociedade brasileira, é evidente que esse princípio não é seguido pelo Governo Federal, portanto, há a necessidade de alterações tanto sociais quanto individuais.
Primeiramente, T.H. Marshall, em “Cidadania e Classe Social”, de 1950, o autor identifica 3 tipos de direitos, os civis, políticos e sociais ( que garante ao cidadão o mínimo de bem estar econômico e uma vida digna, como educação, saúde e segurança). Sendo assim, para um indivíduo consolidar-se como um cidadão esses 3 fatos devem se concretizar. Entretanto, isso não ocorre no país, visto que o preconceito presente na sociedade gera a exclusão das pessoas que não se enquadram nos padrões impostos e, consequentemente, essa situação contribui negativamente para a formação do indivíduo enquanto cidadão, psicologicamente e fisicamente. Tal condição é notória, pois, de acordo com o Ministério da Saúde, adolescentes e jovens negros têm mais chance de cometer suicídio no Brasil.
Em segundo plano, o sociólogo Émile Durkheim, definiu o fato social como toda forma de pensar, agir e sentir que determina o comportamento dos indivíduos em sociedade. Uma das características desse conceito é a coercitividade, pois, quando o socialmente aceito é questionado a comunidade crítica e exclui o cidadão. Ademais, o Estado é um organismo moral, segundo Aristóteles. Dessa forma, a sociedade impõe padrões e acarreta o discurso de ódio, segregação e contribui para o higienismo social, além de poder causar a morte dessas minorias. Segundo o Globo, o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo. Desse modo, esse fato é um prejuízo da perpetuação da impunidade e gera o adoecimento desse e outros grupos.
Diante desse fato, para mitigar a imposição de padrões e incentivar o esclarecimento da população acerca da diversidade, cabe ao Ministério da Cultura e a mídia, já que essa possui abrangência significativa, promover a diversidade, por meio da transmissão de novelas com elencos engajados, os quais devem conter atores e atrizes de diversas etnias e situações sociais. Outrossim, a fim de desconstruir padrões e formar adultos que pratiquem a empatia, consolidando-se como cidadãos, é dever da escola, principal formadora da moral, organizar debates e palestras abordando o tema, pelo intermédio da realização de eventos, feiras e encontros.