As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 28/01/2020

No mundo todo, pessoas de diversas minorias são julgadas e deixadas de lado pela população majoritária, sejam minorias raciais, sexuais, étnicas ou de qualquer outro tipo. O grupo que mais sofre com a negligencia da maioria, é a comunidade LGBTQ+, que as vezes sofre exclusão dentro da própria comunidade, e, por essa discriminação, tem muitas dificuldades em conseguir acessar seus direitos básicos como cidadão, como a saúde.

Atualmente, cerca de 10% do povo brasileiro se identifica como LGBTQ+, e essas pessoas, devido à uma ignorância da população, sofrem um abandono, não podendo muitas vezes procurar ajuda médica, com medo de olhares e comentários ofensivos dos demais pacientes e até mesmo dos funcionários e profissionais da saúde. Provavelmente, o grupo que é maior alvo dessas discriminações, é o T (travestis e transsexuais), já que o Brasil é o país com  maior indicie de morte desses grupo, fazendo com que a expectativa de vida dessas pessoas seja de cerca  de 35 anos.

Por esses fatores, os números de pessoas com ISTs vem aumentando nessa última década, pois muitas pessoas com essas infecções não conseguem ligar-se aos tratamentos necessários para doenças como AIDS, sífilis e etc. “A experiência da pessoa trans no Brasil não é um mar de rosas”, essa frase da cartunista transsexual Laerte Coutinho, reflete esse cenário deplorável desse grupo social em  nosso país.

Entretanto, cada vez mais pessoas estão ficando conscientes desses problemas e lutando contra eles, com objetivo de ajudar essa parcela social que sofre tanto. Cabe então, para dar mais apoio, primeiramente ao Ministério da Saúde, providenciar um sistema de saúde menos LGBTfóbico, para esses individuos receberem um tratamento de qualidade, e depois, ao CONAR junto do Ministério da Educação, educar as gerações futuras e fazer propagandas de conscientização para assim, tirar esse estigma social e providenciar um sistema de saúde justo para todos.