As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 12/03/2020

O processo de exclusão sempre esteve ligado com a saúde. No período em que a peste negra assolou a Europa, a população pobre foi praticamente dizimada, uma parte da sociedade economicamente excluída e sem o auxílio de médicos e remédios gerou incontáveis mortes. O acesso à saúde por apenas uma parcela da população, em maioria por brancos e heterossexuais, existe a anos e intensifica a exclusão.

No Brasil existe o Sistema Único de Saúde (SUS), e existem três leis, a universalidade, todos os residentes no país tem direito ao acesso à saúde gratuita, a integralidade, a saúde se baseia no físico, mental e social de uma pessoa, e por fim, a equidade, todas as pessoas são iguais e existe prioridade para pessoas vulneráveis. Com tudo, essas leis não são aplicadas, já que ocorre preconceitos vindos de médicos à parte excluída da população, como os LGBTQI+, que muitas vezes não procuram hospitais por conta do constrangimento e preconceito.

É perceptível que a maioria da população é composta por grupos que fazem parte dos excluídos socialmente, e que, inegavelmente, não há sentido que o acesso à saúde seja mais dificultoso. Temos um preconceito estrutural em nossa sociedade que resulta em pessoas doentes por não se sentirem seguras em procurar hospitais e atendimento médico, a cada ano o número de doenças mentais entre jovens periféricos, infecções sexualmente transmitidas (IST) entre os LGBTQI+ e o consumo de álcool e drogas psicoativas crescem, dando resultado para o impacto na saúde perante as formas de exclusão.

Logo, o Ministério da Saúde juntamente com a mídia, devem produzir anúncios sobre a exclusão ligada com a saúde, para que a conscientização de diversos grupos sociais sejam aceitas e entendidas por toda a sociedade e para que ocorra a diminuição de preconceitos dentro de hospitais, assim o impacto causado na saúde dos cidadãos devido a exclusão diminui.