As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 14/03/2020

A doentia consequência do preconceito

Durante o período ditatorial brasileiro, na década em 1970, iniciou-se a luta por igualdade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transsexuais e transgêneros (LGBT). Auxiliados pela criação de um jornal alternativo, “O Lampião da Esquina”, denunciavam os abusos sofridos no período militar. Entretanto, mesmo após 50 anos de luta e conquistas sociais, os grupos LGBT’s passam por situações de preconceito e discriminação, as quais acabam por segregá-los do uso de recursos públicos, como a utilização do Sistema Único de Saúde (SUS), privando-os do direito de amparo médico constante.

O conservadorismo brasileiro, de ideologia religiosa cristã, é conivente com a hegemonia heterossexual. Tal corrente de pensamento gera, em locais públicos e pela baixa tolerância social, situações constrangedoras e desconfortáveis para membros de grupos LGBT’s, vistos como patologias sociais. Essas situações ocorrem, também, em hospitais, postos de saúde e pronto atendimentos, fazendo com que estes, para evitar a convivência com o preconceito, deixem de utilizar os recursos médicos públicos disponíveis.

Outro fator responsável pelo agravamento do desamparo médico vivido por essa parcela da população, é o despreparo dos profissionais da saúde, que realizam os atendimentos nas unidades, em que estes apresentam atitudes discriminatórias e ofensivas, com conotações preconceituosas.

Em suma a continuidade das expressões do preconceito acarretará em uma, cada vez maior, segregação de grupos LGBT’s dos privilégios médicos da saúde pública. Dessa forma, é necessário, por parte das gestões municipais, o incentivo a tais grupos para desenvolvimento de rotinas médicas por estes, para que assim, todos os cidadãos brasileiros tenham a segurança da garantia de seu direito à saúde de qualidade.