As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 17/03/2020
Têm ocupado a cena social, as discussões acerca das diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro. É possível afirmar que os fatores que intensificam a problemática dão-se, principalmente, por um preconceito enraizado na sociedade, que agrava o afastamento dos grupos marginalizados nos setores sanitários , e pela falha da garantia da isonomia no atendimento à saúde. Diante dessa perspectiva, são necessários recursos capazes de sanar esse problema.
Deve-se pontuar, de início, a aversão existente no núcleo amplamente sociável, que inviabiliza o acesso efetivo à saúde pública. De maneira análoga ao pensamento do filósofo Georges Canguilhem, a saúde é a marge de tolerância às infidelidades do meio. Entretanto, a exclusão social de grupos minoritários e a manifestação do preconceito comprometem a presença desses indivíduos à polos de saúde pública e aumentam o nível de indicadores negativos no que diz respeito à assistência igualitária. Ademais, essa vulnerabilidade social não só dificulta o atendimento no âmbito da saúde, mas também um descompasso no direito fundamental do cidadão. Tendo em vista a Carta Magna, que declara a saúde como fator mister de cada ser, a realidade em que o Brasil se encontra é outra, uma vez que características- raça, sexualidade, etnia- tornam-se fator pré requisitado para um atendimento qualificado. A prova disso, pesquisa populacional demonstra que somente 91,3 % dos atendidos pelo Sistema Único de Saúde não recebem algum tipo de discriminação, enquanto que 8,7% sofrem veemente.
Indubitavelmente, medidas são primordiais para resolver esse problema. A mídia deve desconstruir o preconceito enraizado, por meio da divulgação de propagandas que despertem o respeito e juízo de empatia, a fim de amenizar substancialmente o papel discriminatório no acesso ao atendimento médico. Complementarmente, o Ministério da Saúde tem que possibilitar o acesso de grupos marginalizados, a partir de índices de saúde dos núcleos sociais, com objetivo de assegurar a equidade por direito.