As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 23/03/2020

A sociedade, segundo o filósofo alemão Emile Durkheim, é composta por partes interdependentes que, ao falhar, causam a anomia social, cuja existência pode ser percebida nas diversas formas de exclusão. Essas exclusões, manifestados tanto socialmente quanto economicamente, ocasionam impactos na saúde física e mental das populações afetadas pela negligência do meio em que estão inseridas. Portanto, é imperioso o engajamento das escolas e das organizações não governamentais no enfrentamento dessa problemática presente no território brasileiro.

Nessa perspectiva, as minorias sociais, sobretudo, no que tange à orientação sexual, são vítimas de preconceitos gerados pela ignorância de pessoas as quais não sabem lidar com a diversidade de realidades existentes, repercutindo no isolamento social dessas minorias. A partir disso, essas populações desenvolvem transtornos depressivos que podem levar ao suicídio, como mostrado no filme baseado em uma história real “Orações para Bobby”, o qual explicita os motivos do suicídio de um jovem homossexual, entre eles, a falta de apoio familiar decorrente da homofobia presente no meio social em que ele vivia foi o que mais gerou malefícios a sua saúde. Com isso, a sociedade tem falhas educacionais que se manifestam mediante preconceitos prejudiciais à saúde mental das minorias sociais.

Ademais, o acesso a uma melhor saúde é atrelado às classes mais abastadas da sociedade, as quais podem custear planos de saúde privados, restando à majoritária parte dos indivíduos a utilização de precários recursos oferecidos pelo Estado, o que influencia no ínfimo diagnóstico e tratamento de doenças para os mais pobres. Esse cenário é acentuado quando as classes sociais menos favorecidas economicamente não são conscientes do direito à igualdade de acesso à saúde assegurado a elas pela constituição Cidadã, promulgada em 1988, o que justifica a inércia dessas pessoas diante da negligência estatal no aprimoramento da saúde pública. Desse modo, a inoperância dos governantes exclui os mais pobres do acesso a recursos necessários para uma boa qualidade de vida.

Por fim é necessária a mitigação das diversas formas de exclusão e e consequentemente seus impactos sobre a saúde do brasileiro a partir disso urge que as escolas organizem palestras voltadas à desconstrução de preconceitos vinculados as minorias sociais, por meio de palestras, nas quais os alunos devem ser elucidados e incentivados a compartilhar nas redes sociais sobre a a tolerância necessária a uma boa convivência da sociedade, com o fito de extinguir a exclusão dessas minorias. Além disso, é importante que ONGs estimulem a população a exigir do Estado melhores condições de infraestrutura da saúde pública. Assim, a anomia social percebida na forma de exclusão será atenuada.