As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 03/04/2020

Embora a Constituição de 1988 assegure o acesso à saúde como direito de todos os cidadãos, observa-se que, no Brasil, ainda há problemas no que diz respeito à exclusão da parcela desfavorecida economicamente da sociedade. Tal quadro tem como principais causas a desigualdade social do país  e as condições insalubres nas quais muitos indivíduos vivem. Dessa forma, fica claro a necessidade de analisar essa problemática intrinsecamente ligada a aspectos sociais e financeiros.

Em primeiro lugar, é imperativo ressaltar o descaso, por parte do Estado, com a saúde pública, visto que a média nacional da qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo levantamento do Ministério da Saúde, é de apenas 5,5. Nesse sentido, fica claro o desfasamento na infraestrutura hospitalar, gerado pela má gestão dos recursos destinados à saúde. Assim, infere-se que a ineficiência e a baixa qualidade do sistema reforçam a exclusão de muitos brasileiros à saúde.

Outrossim, vale também destacar a falta de saneamento básico nas regiões periféricas, evidenciada pelo estudo do Instituto Trata Brasil no qual constata-se que 90% dos esgotos, em áreas irregulares, não são coletados ou tratados. Logo, percebe-se que a má qualidade da água e a carência dos serviços básicos contribuem para tanto para a proliferação de doenças quanto para a desigualdade social.

É preciso, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de ampliar o acesso a um atendimento médico de qualidade no país. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde, aliado à Secretaria de Saúde, promover a melhora na infraestrutura hospitalar e de tratamento do esgoto em áreas marginalizadas, por meio de maiores investimentos nesse setor. Dessa forma, a sociedade brasileira poderia caminhar para a completude do direito assegurado pela Constituição.