As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 03/04/2020
À frente das mudanças
René Descartes, conhecido como o Pai da Filosofia Moderna, no século XVII, dizia: “Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis “. Embora séculos tenham se passado, desde a época em que viveu o filósofo francês, questões como a asseguração da saúde individual,no Brasil, ainda são consideradas problemas difíceis de serem solucionados, tendo em vista a disparidade interpessoal da renda direcionada a saúde do cidadão e as exclusões advindas do preconceito sociocultural. Isso preocupa a sociedade brasileira, por ser a causa de bastantes empecilhos sociais. Diante disso, há quem diga que um país, cuja população recebe de forma democrática o direito e a dignidade humana, é utópico.Em virtude disso, há de se questionar acerca de que mundo deseja-se para os bisnetos, confirmando o questionamento do filósofo Richard Roty. Na nação hodierna, com o sistema politico vigente e o auge da globalização aumentam a discrepância social, no qual um grupo tem acesso a planos de saúde privados e o outro necessita exclusivamente das basicidades publicas vinda do governo.
Inegavelmente, o óbice intensifica-se quando não é dada a devida resolução ao pleito, tendo em vista os impactos da exclusão de indivíduos pela aparência ou pelo habito de vivencia . Diante do fato, Nicolau Maquiavel, filósofo italiano, refletia sobre as dificuldades em buscar modificações na sociedade, uma vez que dizia: “Não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança “. Logo, decrescer as formas de exclusão interpessoal e efetuar direitos básicos será a tarefa árdua, mas possível.
É mister, portanto, que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge, então, que os Ministérios da saúde e do desenvolvimento social, elaborem medidas severas contra qualquer ato de exclusão individual, garantindo a dignidade e o direito básico. Ademais, empresas publicas poderiam engajar-se em campanhas socioculturais, gerando projetos informacionais e debates abertos, afim de manter heterogêneo o ambiente de saude . Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, problemas considerados difíceis de serem solucionados, poderão tornar-se fáceis, desde que se tenha coragem de estar à frente das mudanças.