As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 06/04/2020
A Rebelião de Stonewall foi uma resposta aos ataques violentos praticados pelas autoridade policiais aos bares gays na cidade de Nova York. Esse episódio ganhou notoriedade mundial, sendo reconhecido anualmente como o Dia Internacional do Orgulho LGBT. Apesar dessa conquista, ainda persiste a exclusão desse e de outros grupos, muito influenciada pelas raízes patriarcais; por outro lado, a ignorância associada aos princípios do SUS e Constituição Federal também agravam o problema de saúde do país. Portanto, é essencial garantir o direito de saúde a todos.
Em primeiro lugar, nota-se que grupos menores, como Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), são, em sua maioria, excluídos pelo preconceito enraizado na sociedade. Isso é resultado de uma visão do Período Patriarcal, na qual a figura heterossexual se sobrepunha as demais. Em vista disso, a saúde da população LGBT é prejudicada, sendo a discriminação e condutas inadequadas principais entraves na assistência a saúde. Assim, os impactos a saúde são determinados por uma sociedade preconceituosa, que não visa o ser humano, mas as suas particularidades.
Além disso, quando fazem discriminação de pessoas dentro das unidades de saúde, nota-se o desconhecimento dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Dessa forma, ignoram o princípio da universalidade, que preconiza o direito a saúde a todos os brasileiros, independente de suas especificidades; e, fatalmente, fere o artigo 5º da Constituição Federal de 1988 que prevê o direito a saúde de todo e qualquer cidadão brasileiro. Ademais, é preciso notar que a exclusão também está relacionada as pessoas menos favorecidas economicamente. Diante disso, existem fatores territoriais que excluí as pessoas com menos recursos. Nesse cenário, indivíduos carentes, em muitas situações, dependo de sua condição de saúde, não estão aptos a saírem de suas casas para procurar os serviços de saúde. Dessa maneira, é evidente que a exclusão torna-se fator de impacto nos índices de saúde.
Portanto, nota-se que a exclusão é um fator determinante para a piora dos índices de saúde no Brasil. Imediatamente, é preciso que o Ministério da Educação adote medidas de enfrentamento do preconceito nas escolas, a fim de fazer a sociedade, a longo prazo, entender e respeitar os diferente modos de orientação sexual. Ademais, fica claro que é fundamental que o Ministério da Saúde promova, no currículo dos cursos da saúde, matérias específicas para conhecimento do SUS, suas diretrizes e princípios na ideia fazer o melhor acolhimento nas unidades de saúde. Por fim, é essencial que às Equipes de Saúde da Família façam o acompanhamento, através das visitas domiciliares, a pacientes acamados ou com dificuldade de locomoção a fim de melhorar a qualidade de vidas dessas pessoas e diminuir o impacto da exclusão sobre a saúde da população brasileira.