As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 08/04/2020

Martin Luther King foi um revolucionário ativista do século XX cujo o ideário era a universalização dos direitos civis e sociais dos negros nos Estados Unidos. Nesse contexto, esse militante deixou um grande legado que transformou a maneira como o mundo via as minorias presentes em cada sociedade, principalmente no Brasil. No entanto, com a atual diversas formas de exclusão social, que geram imensos impactos sobre a saúde do brasileiro, vê-se que as ideias propagadas por Luther estão se esvaindo. Tal problema ocorre, principalmente, devido ao preconceito e à inação do Estado.

Constata-se, a princípio, que as diversas formas de preconceito no Brasil consolidam, cada vez mais, o impacto negativo sobre a saúde dessas vítimas. Nesse sentido, com a discriminação recorrente na sociedade, grupos como gays, negros, ou índios, se veem desencorajados a cuidarem de suas saúde, pois o medo de serem atacados e até negligenciados ao serem atendidos fazem preferir encarar as enfermidades sozinhos, que é quando podem gerar problemas mentais, como a depressão, ou ansiedade. Nessas circunstâncias, tal situação sob a ótica de Hannah Arendt torna-se totalmente inaceitável, pois para ela a diversidade é inerente à condição humana, de modo que todos devem aprender a conviver e se habituar com o diferente.

Outrossim, somado ao supracitado, a inércia do governo brasileiro perpetua o cenário de exclusão e seus efeitos sobre a saúde. Nessa lógica, na perspectiva de John Locke, esse posicionamento traria diversas dificuldades para a sociedade, pois ele afirmara que os cidadãos, ao cederam sua confiança ao Estado, esse deve garantir os direitos de todos. Entretanto, o que observa-se no atual panorama do cenário político é total negligência e imprudência com a realização de seus deveres, já que não há medidas ou atitudes que tentem atenuar a questão da exclusão social e seu impacto sobre o sistema de saúde. Desse modo, a instituição máxima federal atua como uma barreira que potencializa, com veemência, a segregação e aumento da desigualdade social.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que ações são necessárias para obliterar as diversas formas de exclusão e seus impacto sobre a saúde coletiva. Para isso, cabe ao Ministério da Educação desconstruir o perfil preconceituoso da população, por meio da inclusão de palestras com sociólogos  nas escolas, que irão discursar e interpretar a Constituição Federal de 1988, a fim de que seja aprendido que todos têm seus direitos, fazendo com que a discriminação diminua. Ademais, o Estado, sob a figura do poder legislativo e judiciário, deve impedir essa forma de segregação, por intermédio da criação de um pacote de leis que irá atender, mediante denúncias, o cidadão que fora discriminado, com o intuito de que os infratores sejam penalizados e as ideias de King não sumam do Brasil.