As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 21/04/2020
De acordo com o Artigo 196 da Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todo cidadão e dever do Estado. Embora, seja assegurado por lei é inegável que parte da população que se encontra em situação de vulnerabilidade social sofra com a saúde de baixa qualidade, o que seve a fatores como restrições para a doação de sangue e violência nas maternidades.
A princípio, o contingenciamento para a doação sanguínea faz com que inúmeros indivíduos, e principalmente homens gays, não possam doar, a não ser que fiquem um ano em abstinência sexual. Dessa forma, a lei do sus (Sistema Único de Saúde) assegura a todos a equidade no atendimento hospitalar, contudo, não é exatamente assim na realidade, pois de acordo com a revista Super Interessante, o Brasil desperdiça cerca de dezoito milhões de litros de sangue por conta do preconceito contra as pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Por consequência, uma parcela dos indivíduos que necessitam de transfusão sanguínea sofre com a falta de sangue nos hemocentros e os homossexuais com a discriminação.
Ademais, a forma agressiva que muitos médicos tratam algumas mulheres grávidas acabam afastando as pacientes de um acompanhamento adequado, como o pé-natal por exemplo. Com isso, a violência obstétrica é uma prática que se caracteriza por desrespeitar uma mulher durante a gestação, no parto e no pós parto, seja verbalmente ou fisicamente, e que são intensificadas em algumas situações com base na idade, raça e classe social, de acordo com o site Minha Vida, logo, muitas mães encontram-se desamparadas. Dessa maneira, parte da população feminina têm receio de ir ao médico por vergonha e receio, principalmente entre as mães mais jovens, trazendo riscos a saúde própria e do bebê.
Dado o exposto, para que diminua as dificuldades no acesso à saúde de parte dos cidadãos vulneráveis socialmente, torna-se importante que o Ministério da Cidadania em parceria com universidades públicas e particulares, busquem, por meio de estudos e campanhas provar que homens homossexuais podem sim ser doadores de sangue, bem como a eficiência de partos humanizados que respeitam o corpo feminino. E assim, que a partir da divulgação de tal conhecimento, seja possível que as comunidades LGBT e dos direitos das mulheres possam ter seus direitos devidamente assegurados, de modo que, sejam incluídos de forma correta no sus, podendo assim obter uma melhora na qualidade de vida de todos os cidadãos e principalmente na área da saúde.