As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 16/04/2020

No processo histórico da construção da sociedade brasileira, os africanos foram trazidos para serem escravizados, construindo uma inferioridade aos portugueses. Em síntese, esse período marcou o início das exclusões sociais no âmbito estrutural do Brasil, desenvolvendo, ao longo do tempo, outras formas de privar a participação de algumas pessoas na sociedade e em decorrência, efeitos na saúde destes brasileiros.

O livro “Extraordinário” de Raquel Jaramillo Palacio aborda um tipo de exclusão patológica, visto que o protagonista apresenta uma deformidade facial, sofrendo com os olhares de espanto e indiferença ao frequentar a escola pela primeira vez. É comum que as pessoas portadoras de doenças físicas vivam tristes pelo fato de outros indivíduos julgarem incapazes de conviver em sociedade.

As pessoas negras, assim chamadas por terem um fenótipo de pele escura, sofrem preconceitos desde a caracterização da palavra a que lhe designa, uma vez que negro significa ausência de cor, incorporada na sociedade como pessoas incapazes de crescer na vida e ausentes de valores morais, sendo ignoradas em cargos de trabalho.

Outro tipo de exclusão social é a designada por sexual, em outras palavras, sofrida por membros da comunidade LGBTQA+. Esse grupo, além de ser mal olhado pela sociedade, devido aos padrões sociais e crenças religiosas, sente-se reprimidos em ir a hospitais consultar-se, pois os profissionais da saúde se incomodam em atender.

Portanto, há na sociedade diversas formas de exclusão que prejudicam a saúde psicológica e física de várias pessoas. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Superministério da Cidadania, por meio de campanhas e projetos sociais, restabelecer a ética nos hospitais, incentivar a formação de uma sociedade mais tolerante e alertar as pessoas sobre a importância de fazer exames de rotina, assegurando, assim, o desenvolvimento da cidadania.