As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 07/05/2020

A história do Brasil, desde a escravidão, é marcada por diversas formas de exclusão social e essa situação, ainda no século 21, têm impactos sobre a saúde dos brasileiros. Apesar de, em 1988 com a Constituição Federal, ter se tornado dever do Estado garantir a saúde para toda população, a vulnerabilidade social das pessoas tem relação com o seu acesso e qualidade. Nesse contexto, crê-se que a pobreza e a pouca condição de higiene gera grandes impactos no bem-estar do povo.

Cabe mencionar, em primeiro lugar, que a pobreza -extensão da desigualdade social- torna-se uma forma de exclusão que afeta diretamente na saúde dos brasileiros. Embora, o surgimento do SUS(Sistema Único de Saúde), em 1988, tenha melhorado o acesso aos hospitais e remédios por parte dessa população, elas vivem em um ciclo de internações, doenças e reinternações. Isso acontece, porque a vulnerabilidade e marginalização da sociedade em que vivem, como as péssimas condições de habitações e de trabalhos, influenciam diretamente no seu estado de saúde. Para provar essa situação, a revista científica “The Lancet”, publicou em 2017, um estudo mostrando que a pobreza e a desigualdade social matam tantas pessoas no mundo quanto a obesidade e a hipertensão.

Além disso, a pouca educação higiênica de algumas pessoas é também um exemplo da falta de inclusão social que resulta em grandes problemas para a saúde da população brasileira. Um grande exemplo disso é a pandemia vivenciada em 2020 do coronavirus que teria a chance de ser minimizada se alguns cuidados fossem tomados. Por exemplo, por ordem dos governos foi necessária um isolamento social, entretanto, como uma outra forma de cuidado era necessário aumentar a higiene da população de uma forma geral mas em muitas residencias não tem nem água potavel para lavar as mãos e os objetos. Dessa forma, ajudando a espalhar o vírus.

Infere-se, portanto, que as diversas formas de exclusão afeta, diretamente, na saúde dos brasileiros. Para melhorar essa situação é necessário mudar a forma como o SUS está funcionando atualmente. Em primeiro lugar, é preciso que nas regiões mais pobres os postos de saúde criem um cronograma de visitas ás casas de seu bairro para acompanhar mensalmente todos da comunidade e identificar quando surge uma doença, quando ela retorna e quando ela está totalmente curada, pois dessa maneira as pessoas teriam um acompanhamento e acesso a saúde. Em segundo lugar, o Governo deve dar aos mais pobres casas pelo projeto minha casa minha vida que tinham um cadastro dos que necessitavam, pois se essas pessoas se mudarem para locais com saneamento básico, calçamento, transporte público, várias doenças serão controlada. Dessa maneira não haverá grandes impactos na saúde da população brasileira.

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