As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 27/04/2020

Em um episódio da série televisiva “Grey´s Anatomy”, um paciente homossexual afirma ter medo de frequentar hospitais devido a constrangimentos relacionados à sua sexualidade. No contexto da realidade, no Brasil, a exclusão social impacta, de maneira significativa, a saúde dos brasileiros. Desse modo, percebem-se obstáculos no acesso de grupos minoritários ao suporte vital, assim como a falta de ações para diminuir o preconceito.

Mormente, um ponto a ser destacado relaciona-se ao cerceamento da acessibilidade à saúde de minorias sociais. Nesse cenário, de acordo com o sociólogo Descartes, a alteridade permite às pessoas posicionarem-se, sentimentalmente, na condição de outros indivíduos. Sob tal perspectiva, o desenvolvimento da saúde pública depende da ideia proferida por Descartes –empatia–, tendo em vista um efetivo acesso a tratamentos específicos, a exames e a consultas médicas. No entanto, a discriminação a minorias, como homossexuais e mulheres vítimas de feminicídio, produz medo e constrangimento nessas pessoas. Portanto, investimentos em programas adequados a tais grupos precisam ser implementados.

Outrossim, as poucas ações públicas para atenuar a exclusão representa uma problemática a ser combatida, pois causam problemas na saúde mental. Nesse sentido, segundo o psicanalista Freud, vivências segregativas na infância têm reflexo na vida adulta dos cidadãos, podendo ocasionar doenças psicossomáticas. Sob tal ótica, a exclusão na educação, no acesso ao lazer e no trabalho fundamentam impactos significativos sobre o bem-estar emocional dos indivíduos. Apesar disso, há escassez de políticas afirmativas de inclusão a longo-prazo. Logo, atitudes do Estado devem mudar tal situação.

Diante disso, medidas governamentais precisam ser implantadas para sanar as adversidades apresentadas. Para tanto, o Ministério da Saúde –como impulsionador de investimentos– deve atuar na melhoria da acessibilidade de minorias ao suporte vital, por meio de programas de qualificação interativa dos médicos e enfermeiros, a fim de gerar mais respeito e tolerância às diferenças. Ademais, atitudes de inclusão necessitam ser ampliadas, com o intuito de evitar a discriminação em todos os estratos.A partir disso, os impactos da exclusão social na saúde dos cidadãos diminuirão gradativamente.