As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 06/05/2020

Hodiernamente, as questões sobre a falta de equidade no acesso à saúde são sérios problemas no Brasil. Isso de deve, mormente, às inúmeras formas de exclusão social vivenciadas no país, acrescida dos demasiados impactos que tais atitudes competem no bem-estar da população. Dessa forma, faz-se necessário e urgente ações eficazes a fim de conter esse impasse que é a ineficácia do Estado de  garantir direitos básicos do cidadão brasileiro.

A princípio, de acordo com a Constituição, a saúde é uma liberdade de todos, bem como é dever do governo aplicá-la de forma igualitária e universal. Em contrapartida, o que mais se faz presente no país é, além da exclusão de diversos grupos sociais desse direito baseada em raça, situação econômica, orientação sexual, entre outras coisas, a negligência do Estado em corrigir tais afrontas ao desenvolvimento humano e assegurar a proteção da nação. Tal fato é comprovado ao analisar o sistema capitalista nacional, sendo esse, no passado, alicerçado na escravidão- uma das formas mais cruéis de exclusão que transcende o contemporâneo- no qual mais vale a saúde e bem-estar de um indivíduo rico, branco, católico e hétero, a de qualquer outro que não se encaixe nesses ultrapassados e hierarquizados quesitos. Sendo assim, a divergência na garantia da saúde como liberdade universal é potencializada pela instabilidade do governo em romper com o passado de iniquidade do país.

Além disso, sabe-se que tais fatores tem implicações na saúde da parcela da população a qual está sujeita a quebra da promoção de sua assistência médica pelo preconceito com sua situação social. Nesse sentido, é necessário citar o discurso da pensadora Hannah Arendt sobre a banalização do mal, o qual tangencia a ideia de como a sociedade ignora violências sociais, como a exclusão do acesso a saúde da população mais carente, por estar habituada a essa situação e não se prontificar a mudar tal cenário. A despeito disso, com a falta de visibilidade das necessidades humanas de saúde, o acompanhamento médico, a disponibilização de medicações e de informações a respeito de medidas profiláticas acaba por se tornar quase que inviável no país, como é visto nos últimos dados do IBGE o qual mostraa insatisfação da população com o sistema de saúde público insuficiente e pouco acessível.

Destarte, é necessário que o Governo invista na garantia dos direitos básicos do cidadão sem distinção social, bem como aprimore o sistema único de saúde do Brasil (SUS). Para tanto, é indispensável promover palestras e movimentos sociais-que tenham como fundamento a desconstrução da ótica preconceituosa vigente na sociedade discutida por Hannah Arendt- assim como revisar o acesso ao SUS, como torná-lo menos burocrático e mais abrangente, por exemplo. Todas essas ações a fim de conter esse impasse que é a exclusão no tratamento de questões sobre a saúde do brasileiro.