As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 05/05/2020

A ditadura militarista da Alemanha, o nazismo, foi um ato de exclusão e opressão social, na qual a ideia de sobreposição de indivíduos superiores, fez-se presente no final de 1918. Essa restrição da sociedade ainda é uma realidade, uma vez que, no Brasil, o déficit no sistema educacional promove a disseminação de ideias preconceituosas, que aumentam as barreiras de isenção. Nesse viés, tal ato influencia diretamente na saúde dos brasileiros, já que sentem-se exclusos devido ao alto nível de desigualdade do país. A partir disso, ocorre o aumento gradativo do acesso a saúde de má qualidade que somados ao mal estar da saúde corporal e psicológica, devido aos preconceitos de certas patologias e comportamentos, aumentam cada vez mais o afastamento social.

A priori, o sociólogo francês Pierre Bourdieu criou o conceito de “capital cultural”, no qual o acesso a cultura de cada indivíduo é proporcional a sua renda. A partir disso é possível correlacionar esse pensamento a famílias que vivem em vulnerabilidade econômicas e culturais, que muitas vezes acabam exclusas do sistema de saúde. Desta forma, o alto número de brasileiros nessa condição cria um colapso na rede de auxílio do Estado que fica sobrecarregada. Todavia, essa não é a única tribulação, a qualidade do atendimento e estrutura também mostram-se em declínio, já que a falta de investimento por parte de governo e a ausência de renda das famílias proporcionam uma exclusão social.

Outrossim, o etnocentrismo é a cultura em que o homem vê o mundo através de si próprio e está propenso a considerar seu ponto de vista como o mais correto. Nesse sentido, classes com alterações comportamentais, físicas e patológicas, também sofrem com tal ato, uma vez que são discriminadas por não atenderem ao padrão exigido socialmente. Esses feitos, geram reações mais sérias ligadas a saúde mental e o agravamento de enfermidades que são facilmente afetadas pela conduta. Além disso, há doenças que foram marcadas pela exclusão e falta de cuidado social, a exemplo disso o HIV, na qual os portadores realizam trajetórias silenciosas até os dias de hoje.

Em suma, todas as formas de exclusão devem sem combatidas objetivando maior participação social. Assim torna-se dever das Secretarias de Saúde, municipais, atentarem-se as condições estruturais e de atendimento, por meio de uma maior fiscalização e pesquisas de satisfação, com a finalidade de incluir com maior êxito classes excluídas. Ademais, é de responsabilidade governamental, escolas e órgão voltados para o atendimento de pessoas especiais, promover através de palestras e direcionamentos, campanhas que objetivam maior aceitação social e diminuição dos preconceitos relacionados a patologias, deficiências e comportamentos. Deste modo, gradativamente irá formar-se uma sociedade mais inclusa.