As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 07/05/2020
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que diversas formas de exclusão ainda estão presentes em nossa sociedade, dificultando a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência governamental quanto do preconceito da população.
De fato, é fundamental pontuar que a exclusão e seus impactos sobre a saúde dos brasileiros deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo Aristóteles, no seu livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir os direitos do povo, porém, esse conceito encontra-se deturpado, a medida que a saúde de qualidade não inclui toda a população, fazendo os direitos permanecerem no papel. Assim, devido a falta de atuação das autoridades, mortes - por falta de leitos hospitalares ou, até mesmo, de médicos especialistas - acontecem frequentemente no Brasil. Desse modo, faz-se necessária a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, é imperatível ressaltar o preconceito da população como promotor do problema. Assim, partindo desse pressuposto, a exclusão, praticada por muitos grupos da sociedade, acaba por causar problemas mentais na maiorias das pessoas que a sofrem, fazendo com que os impactos sobre a saúde dos brasileiros aumente cada vez mais e, consequentemente, aumente a procura por assistência médica, tornando esse impasse em um ciclo vicioso. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o prejulgamento, por parcela do povo, contribui para a perpetuação desse quadro deletério no Brasil.
Portanto, deve-se resolver esse problema de maneira urgente. Dessa forma, Governos estaduais e federais deverão, por meio de maiores investimentos na saúde, aumentar a quantidade de postos e hospitais, aumentando, também, o número de médicos - clínicos gerais e especialistas -, a fim de atender a expectativa da população e, como resultado, diminuir o número de pessoas que não têm acesso a esse direito. Ademais, o Ministério da Educação, juntamente com o da Saúde, terão que promover palestras e atividades lúdicas em escolas e praças, mostrando como é o dia a dia dessas pessoas quem sofrem exclusão e preconceito simultaneamente, com o intuito de conscientizar, desde pequenos, a sociedade. Dessa maneira, os planos de More serão alcançados