As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 11/05/2020

Com base na teoria dos fatos sociais de Èmile Durkheim, os indivíduos já nascem inseridos em uma sociedade na qual são coagidos a encaixarem-se nos padrões pré-estabelecidos, reprimindo os diferentes. Dessa forma, é possível correlacionar a teoria do sociólogo com a exclusão sofrida pelas minorias atualmente, a qual acarreta consequências para a saúde psíquica e física dos que sofrem preconceito de raça, gênero e sexualidade.

Segundo um estudo da University College London, a população africana apresenta índice 4,1 vezes maior de desenvolver doenças psicóticas, quando comparados à população branca. A priori, o cenário brasileiro não é diferente, embora a problemática seja ignorada pela maioria da população, cujos valores conservadores normalizam o ato de destratar minorias. Logo, é evidente que essa parcela sofre traumas, a exemplo dos jovens LGBTs que são expulsos de casa por sua orientação, acarretando em um maior número de casos de depressão, ansiedade e suicídio.

Outrossim, destaca-se a grande quantidade de transexuais que são HIV soropositivos. Devido à dificuldade de encontrar trabalho, acarretada pela exclusão a qual são submetidos, muitos voltam-se para a prostituição: 90% de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais. Em meio a essa situação de vulnerabilidade, acabam contraindo o vírus, seja por falta de prevenção ou como consequência de uma violência sexual. Além disso, há julgamento vindo dos próprios profissionais da saúde, o que desencoraja esse grupo a procurar ajuda médica, resultando numa alta mortalidade.

Portanto, é notório que são necessárias medidas para combater essa exclusão social, a fim de garantir a igualdade e os direitos constados na constituição vigente. Assim, é dever do Governo Estadual promover a criação de clínicas e postos de saúde com profissionais capacitados ao atendimento das minorias, principalmente psicólogos e psiquiatras, a fim de combater os transtornos ocasionados pela falta de inclusão social. Além disso, ONGs podem promover campanhas de conscientização popular nas redes sociais, visando gerar empatia pelos discriminados. Por fim, é necessário que o Governo Federal promova integração dos transexuais no mercado de trabalho, promovendo redução de tributos a empresas que se proponham a empregar essa parcela da nação.