As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 24/05/2020
Sabe-se que a sociedade brasileira é muito diversa, encontra-se diversas culturas, costumes, crenças e, principalmente, pessoas diferentes convivendo em sociedade. Entretanto, em decorrência dessa pluralidade, diversas formas de exclusão são notabilizadas, já que, muitas vezes, os grupos majoritários marginalizam os grupos minoritários do convívio social brasileiro. Esse panorama comprometedor está trazendo graves prejuízos para sociedade civil e demanda uma atuação mais expressiva do poder público e das instituições formadoras de opinião na solução desse recorrente impasse.
Em primeira análise, nota-se que, mesmo com as inúmeras conquistas, a comunidade “LGBT” ainda é alvo de muita exclusão e preconceito, já que, muitas vezes, baseados em ideais de uma sociedade patriarcal, pessoas homofóbicas excluem homossexuais do convívio social, no Brasil. Como prova dessa afirmativa, pode-se citar a impossibilidade, registrada em lei, de pessoas homoafetivas realizarem doação de sangue. De acordo com essa prerrogativa jurídica o índice de infecção por “HIV” é maior em gays. Porém, essa afirmativa não reflete influência nesse cenário, já que todas as bolsas de sangue devem ser testadas antes de chegar ao paciente, independente de ser um " sangue hétero " ou um " sangue gay " . Como consequência, percebe-se uma clara negação à Carta Magna, onde diz que todos os cidadãos são iguais perante à lei, e um expressivo impacto psicológico nas vítimas, decorrente dessa clara marginalização social.
Em segunda análise, notabiliza-se também que a gordofobia é uma mecanismo promotor da exclusão social que, infelizmente, é apoiado pela mídia, quando cria-se um esteriótipo de corpo perfeito. O ideal de corpo magro e musculoso faz com que pessoas acima do peso sejam duramente marginalizadas e vítimas de gravíssimos preconceitos na sociedade brasileira. Consequentemente, depressão e ansiedade são recorrentes em obesos, devido a essa dura realidade.
Portanto, para solucionar esses impasses, o Governo Federal, órgão responsável por decisões de âmbito nacional, deve promover mudanças nas normas impostas à doação sanguínea, por meio de parceria com o " STF " e com o Legislativo, visando a extinção dessa absurda exclusão promovida pelo Estado. Além disso, a mídia, como meio formador de opinião, deve promover a negação aos esteriótipos de beleza, objetivando a redução do preconceito e da marginalização a todos que não seguem tais padrões.