As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 09/05/2020

Em teoria, o Brasil é considerado um país receptivo e tolerante. No entanto, na prática, as minorias sociais acabam por sofrer, pois o país ocupa 7° lugar em ranking de intolerância, segundo uma reportagem do G1. Essa situação de exclusão acaba tornando esses indivíduos mais suscetíveis a doenças como a depressão, ansiedade, e outras, não tendo nada feito para tentar melhorar sua situação. Além disso, a exclusão de minorias acaba afetando a própria população total, como exemplo a não-aceitação de sangue doado por pessoas LGBT+, que foi aceito muito tardiamente e recentemente. Assim, é perceptível a necessidade de se mudar essa situação de exclusão.

De fato, a depressão é uma doença grave que deve ser tratada com seriedade, pois pode acarretar em finais irreversíveis, como o suicídio. Graças à exclusão étnica que pessoas negras e indígenas sofrem, essas doenças com frequências maiores que pessoas não pertencentes a minorias étnicas, algo que pode ser observado segundo o dado do Ministério da Saúde, de que a taxa de suicídio entre indígenas é três vezes superior à média do país. Com esse conhecimento, nada é feito para melhorar a situação de tais indivíduos, o que só agrava sua situação de marginalização e exclusão perante a sociedade, mantendo um ciclo sem fim de abandono estatal. Com isso, é possível perceber a necessidade de se acabar com tal situação, pois ela acarreta em situações injustas.

Além disso, outro fator que mostra outra forma de exclusão social sofrida por minorias, é a impossibilidade que pessoas pertencentes ao meio LGBT+ possuem de doar sangue. Com a recente pandemia do COVID-19, os estoques dos bancos de sangue se tornaram muito escassos, e isso reascendeu o debate que já estava no Supremo Tribunal Federal há muitos anos que questionava se homens gays, por exemplo, poderiam doar sangue. Foi vencido o resultado que permitia a doação, mas apenas porque era estritamente necessário ampliar a janela de doadores, apenas porque a  população está sofrendo graças à exclusão. Não porque estão sendo excluídas pessoas.

À luz dessas considerações, é possível perceber a necessidade de se combater a exclusão no Brasil.

Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde atue com esses segmentos sociais excluídos, em comunidades indígenas e outros, por meio de programas assistencialistas com profissionais da área da saúde mental que se disponham a tratar dessas pessoas, a fim de acabar com as taxas de suicídio de tais indivíduos, diminuindo a exclusão deles e integrando-os à sociedade. Além disso, é necessário que haja uma parceria entre as escolas e as famílias para que se combata o preconceito gerado contra as minorias e se debata sobre a importância deles na sociedade, integrando-os e respeitando-os, a fim de diminuir a distância existente entre todos. Assim, o Brasil não será mais um país preconceituoso.