As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 20/06/2020

Durante a Segunda Guerra Mundial, ocorreu o desenvolvimento de medicamentos a fim de tratar os soldados feridos, resultando, desse modo, no avanço da medicina. Todavia, os meios medicinais passaram a ser vistos como fins lucrativos às empresas, deixando, muitas vezes, de amparar de forma prioritária e igualitária a saúde dos indivíduos, o que deveria ser seu principal papel diante à esfera social, haja vista que o direito à saúde é uma garantia estabelecida pela constituição de 1988. Destarte, parte da população marginalizada, excluída socialmente, sofre com o precário sistema de saúde público no Brasil, ademais, o preconceito à minoria também pode causar complicações em atendimentos médicos, afetando ,nessa conjuntura, a saúde mental dessas pessoas .

Em primeira análise, de acordo com Karl Marx, a história da humanidade é baseada na luta de classes sociais , além disso ,conforme o ideário Machadiano , o homem é desprovido de virtudes. Dessa forma, somando-se tais ângulos, a desigualdade social ,juntamente com a corrupção moral, acarretam na disparidade das oportunidades  entre os marginalizados e a classe favorecida. Nesse aspecto, devido à priorização da lucratividade ,há uma segregação financeira entre hospitais públicos e privados, na qual os privatizados possuem um maior investimento e alto valor agregado, nesse contexto, tornando -se inacessível à população periférica, a qual, consequentemente, é submetida ao atendimento precarizado do sistema de saúde público brasileiro, assim, impossibilitando a viabilização de tratamentos adequados a essas pessoas, nessa lógica ,afetando a saúde desses indivíduos  .

Outrossim, sabe - se que, em virtude do prejulgamento ,por exemplo aos homossexuais, o atendimento médico torna-se um impasse, visto que alguns profissionais realizam uma desqualificada consulta a essas pessoas ,contrapondo-se ao conceito de aceitação incondicional ,fundado pelo psicólogo Karl Rogers ,no qual é preciso aceitar a pessoa como ela é , sem juízos de valor ou crítica . Sob essa perspectiva ,muitos homoafetivos acabam não sendo atendidos de forma igualitária ,o que afeta também no aspecto de vida desses indivíduos, estimulando a presença de pensamentos depreciativos e ,nesse espectro, prejudicando sua saúde mental.

Portanto, é necessário  que, para minimizar os impactos da exclusão, o  Governo Federal , juntamente com o Ministério da Saúde ,por meio da liberação de verbas , melhore a infraestrutura dos hospitais públicos criando meios que assegurem o atendimento a todos, nesse sentido ,proporcionando à sociedade marginalizada acesso a um sistema de saúde eficaz. Ademais , as instituições de ensino público e privado devem proporcionar aos alunos palestras sobre o preconceito , conscientizando-os e promovendo o respeito entre esses indivíduos para que , no futuro, o prejulgamento à minoria não seja propagado e o profissionalismo não seja afetado, assim preservando a saúde mental dessas pessoas .