As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 04/06/2020
No contexto histórico da República, pode-se inserir uma reurbanização nas cidades, todavia, essa modernização resultou na expulsão da população pobre da região central do Brasil. Dessa forma, essa segregação acarretou problemas para a saúde dessa parcela populacional. Sendo assim, a discussão sobre as diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro torna-se imprescindível, os fatores que impulsionam a temática são a negligência estatal e a omissão social.
Precipuamente, é válido ressaltar que, com o Sistema Único de Saúde (SUS), a redução da desigualdade social seria notória, porém, a exiguidade do Estado no que diz respeito à gestão dos recursos e aos financiamentos, limita a acessibilidade promovida a todos os cidadãos e, sobretudo, rompe com a Constituição Federal de 1988, em que afirma que a saúde é um direito fundamental para o bem-estar social. Como efeito contrário ao objetivo da universalidade, a segregação pela renda torna-se evidente e discrepante, contribuindo para que a camada mais pobre - os que dependem exclusivamente do serviço público - seja prejudicada.
Além disso, conforme o filósofo iluminista Voltaire, a tolerância é o apanágio da humanidade, isto é, torna-se necessário compreender diferenças a fim de garantir uma sociedade mais justa. Entretanto, a negligência social é um fator preponderante para a permanência das formas de exclusão e seus impactos na saúde do brasileiro, pois influencia a construção de um perfil identitário que exclui as minorias (população negra, LGBTQIA, indígenas e deficientes). Exemplificadamente, o baixo poder aquisitivo e a classe social foram as razões mais comuns para a discriminação nos cuidados de saúde, segundo resultados da Pesquisa Mundial de Saúde. Somado a isso, infere-se, também, os danos psíquicos - desenvolvimento de doenças psicossomáticas - e físicas dos cidadãos. Logo, medidas de resolução devem ser executadas.
Destarte, algumas das soluções cabíveis ao tema proposto são políticas de contenção de gastos desenvolvidas pela Controladoria Geral da União (CGU), por meio de reuniões, com teor orçamentário, a fim de garantir um redirecionamento nesses investimentos e direcioná-los para a área da saúde pública brasileira. Outrossim, cabe ao Conselho Regional de Medicina - autarquia que possui atribuições constitucionais de fiscalização e normatização da prática médica -, disponibilizar espaços de formação profissional para os profissionais da saúde, por meio de aulas que tenham o fito de humanizar o cuidado voltado para os pacientes e sua objetividade. Portanto, assim poder-se-á amenizar a segregação do período da República, efetivar a Carta Magna e, por fim, praticar a tolerância proposta por Voltaire.