As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 18/05/2020
A lei de número 8.080, de 1990, assegura que o Sistema Único de Saúde do Brasil seja universal, integral e igualitário. Porém, a saúde pública brasileira é falha, principalmente, para com indivíduos de baixa renda e que fazem parte de minorias sociais. Logo, sucedendo consequências amargas para a sanidade desses brasileiros.
A priori, uma pesquisa feita pela Escola Nacional de Saúde Pública, apontou relatos de gays, lésbicas, travestis e dentre outros, que sentem-se constrangidos pelos olhares de outras pessoas e por comportamentos discriminatórios dos profissionais de saúde ao procurar serviços médicos. Outros grupos que sofrem diariamente com os preconceitos, são moradores de rua e os menos favorecidos financeiramente. Nessa conjuntura, é notório o quanto o Brasil é um país carregado de preconceitos pela cor, status e vida econômica. Pois, de acordo com o advogado Júnior Bozzela, o preconceito ainda envenena o Brasil.
Segundo o sociólogo William James, o ser humano pode mudar sua vida, alterando sua atitude mental, ou seja, é de grande valor que a marginalização desses cidadãos seja erradicada. Porque, gera exclusão em diversas atividades além da saúde, tal como, na educação, justiça e lazer. Desse modo, resultando distúrbios psicológicos nesses grupos, como ansiedade, depressão e até mesmo suicídio. Pois, conforme a Organização Mundial de Saúde, essas camadas sociais tendem, consideravelmente, a cometer suicídio. Além de deixar a saúde física em segundo plano ao se recusar ir até hospitais e clínicas para evitar coibição.
Portanto, o Ministério da Saúde, adjunto a psicólogos, sociólogos e psiquiatras, deverá promover cursos anuais de reciclagem para profissionais da saúde de todo o Brasil, por meio de palestras, mostrando narrativas de discriminação no ambiente de saúde, e com a ajuda de sociólogos, buscar entender tais comportamentos da sociedade, indagando soluções para tais ações com os psicólogos. E, sob esse prisma, abolir posturas segregativas ao lidar com pacientes diversos, que merecem respeito e empatia tanto quanto outros, de acordo com a lei. Dessa forma, o SUS terá seus eixos direcionados.