As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 12/06/2020

A Constituição Federal de 1988, no artigo 196, estabelece que a saúde é um direito de todos e dever do Estado na sua promoção, de tal forma que garante ainda o acesso universal e igualitário. Entretanto, sabe-se que apesar da garantia legal vários grupos sofrem com  diversas formas de exclusão e desigualdade no acesso à saúde, impactando de forma intensa a saúde do brasileiro. Tal problemática ocorre, devido ao descumprimento do papel do Estado, bem como o preconceito e discriminação que grupos vulneráveis - estes que são a maioria no uso da saúde pública - vem sofrendo até hoje.

Em um primeiro plano, é possível perceber a ineficácia do Estado ao cumprir seu papel na promoção de uma saúde igualitária e universal. Certamente, sabe-se que a universalidade e integralidade da saúde pública fazem parte dos princípios do SUS (Sistema Único de Saúde), contudo esses princípios não são concretizados já que muitos brasileiros, geralmente, da camada mais pobre sofrem com a demora no atendimento e escassez de leitos nos hospitais públicos brasileiros. Prova disso é a superlotação que os pacientes do Hospital do Mandaqui, em São Paulo estavam sendo submetidos no início de 2019, segundo o site G1. Infelizmente, devido à espera incessante por atendimento, diversos pacientes acabavam falecendo.

Além disso, evidencia-se o preconceito e discriminação que alguns grupos vulneráveis estão sujeitos no acesso aos hospitais públicos. Em outras palavras diversas minorias, por exemplo, indivíduos do grupo LGBTQ+, enfrentam discriminação durante seu atendimento nas unidades de saúdes não só na recepção dos hospitais, mas também por agentes da saúde, isto é, enfermeiros e médicos. Sem dúvidas, o tratamento discriminatório que estas minorias recebem vai contra o Juramento de Hipócrates, que todos os médicos efetuam em sua formatura, jurando que fatores como raça, posição social e entre outros interfiram no atendimento médico. Por isso, evidentemente, quando não cumprido tal juramento o médico está falhando não só no tratamento da saúde do seu paciente, mas sim com o dever da sua profissão, demonstrando o preconceito e discriminação intrínseco de até mesmo profissionais da saúde.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade da ação do Estado em combater a exclusão e os impactos na saúde dos brasileiros enfrentados no sistema de saúde. Para isso, o Ministério da Saúde deve buscar qualificar os agentes da saúde, quanto à atitudes preconceituosas e discriminatórias, efetuando diversos programas de especialização e conscientização gratuitos, para que o tratamento médico seja mais humanizado.  Dessa forma, irá enfatizar a importância da base pelo qual o Sistema Único de Saúde criado.

Gays. Doentes Mentais. Moradores de rua. Todos esses indivíduos possuem algo em comum, sofrem desde sempre com o preconceito e discriminação por parte do Estado e da sociedade. Infelizmente, além de serem discrimi

No início da década de 1930, Adolf Hitler ascende ao poder da Alemanha, tão logo inicia sua “caça” aos grupos de minorias como gays, doentes mentais entre outros, com a justificativa da onerosidade para o Estado alemão. Apesar do regime nazista ter chegado ao fim essas minorias vem sofrendo até os dias de hoje com preconceito e atitudes discriminatórias. Tal problemática faz parte de uma das diversas formas de exclusão do sistema de saúde brasileiro