As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 23/05/2020
Ao analisar o tema sobre saúde pública, é notório que, a desigualdade social afeta diretamente no bem estar do brasileiro na contemporaneidade, em questões que levam ao adoecimento físico e mental da sociedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é as condições físicas, psicológicas e sociais do indivíduo, ligados ao bem estar e a manutenção da vida. Porém, apesar de a saúde ser direitos de todos e dever do estado, no Brasil, a falta de acesso a um atendimento de qualidade, os indicadores sociais negativos e a exclusão socieconômica é um problema a ser combatido para uma melhor assistência nesse quesito.
Atualmente, o Brasil se encontra em uma situação caótica, onde nem todos podem ter um atendimento com sucesso em um hospital público. A população com renda muito baixa não possui um sistema de saúde de qualidade, assim sendo uma situação de crise, onde parte da população pode não obter atendimento, devido a falta de verbas, equipamentos necessários e remédios insuficientes para a quantidade de enfermos. Segundo o Ministério da Saúde cerca de 120 municípios do Paraná não possuem nenhum hospital, que equivale a 31% das cidades do Estado, obrigando aos paraenses a se deslocarem para outra cidade para tentar um atendimento regular.
Sob o mesmo ponto de vista, evidentemente o grupo de pessoas mais vulneráveis economicamente, social e cultural em destaque estão os negros, moradores de rua, LGBT+ e mulheres, que possuem piores indicadores sanitários e apresentam maior prevalência de doenças. Existe uma série de impasses que levam ao adoecimento dos vulneráveis, o preconceito e a discriminação dificultam um acesso a saúde igualitário e qualificado. De acordo com o site de notícias G1, o risco de suícidio de jovens com idade entre 10 e 29 anos foi de 45% maior entre negros em relação aos brancos no ano de 2016. O próprio preconceito leva a prevalência de depressão e ocasiona tentativas de suicídio, entre os vulneráveis diante das pessoas privilegiadas.
Logo, ações são necessárias para resolver a problemática. Cabe ao Governo juntamente com o Ministério da Saúde liberarem verbas para a compra de equipamentos para os hospitais e postos de saúde públicos, mantendo o controle em casos de pandemias; treinamentos periódicos aos profissionais da saúde para que atendam com humanização todos os públicos, nos locais de atendimento o preenchimento de fichas deve ser em sala reservada e todos devem ter suas particularidades respeitadas Outrossim, o Ministério da Cidadania por meio da mídia pode promover campanhas questionando a causa dos preconceitos e alertando a população a necessidade de um atendimento especial. Tais medidas visam combater o impasse de forma precisa e democrática.