As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 02/06/2020

O livro do sociólogo alemão Norbet Elias, “Os estabelecidos e os outsider” retrata a noção de exclusão física, social e mental em uma sociedade limitada. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, as diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde é presente, o qual ocorre, evidentemente, entre a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), assim como os grupos afro-brasileiros.

Preliminarmente, é pertinente elencar que essa comunidade é vítima de uma estrutura social heteronormativa, sendo assim, um fator excludente. Nessa perspectiva, o protagonista do conto “O alienista” do escritor brasileiro Machado de Assis, acaba por patologizar todos os comportamentos não padrão. Dessa forma, segundo o jornal O Globo, aproximadamente 45% dos jovens estão adoecendo por homofobia psicológica. Portanto, o preconceito e o conceito da normalidade enraizada no corpo social estimula, indubitavelmente, o adoecimento mental dos indivíduos.

Outrossim, infere-se que a população negra é impactada diretamente devido à desigualdade social estrutural da sociedade. Por esse ângulo, consoante ao artigo 196 da Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado, entretanto, essa prerrogativa não é efetuada. Dessarte, segundo o portal de notícias G1, jovens negros de 15 a 29 anos têm 45% de chance a mais de cometerem suicídio. Logo, irrefutavelmente, a discriminação à populações vulneráveis dificulta o acesso à um atendimento de saúde igualitário e qualificado.

Em vista dos fatos elencados, é necessária a anulação de práticas excludentes que impossibilita a admissão de uma saúde de excelência ao corpo social. Destarte, cabe ao Ministério da cidadania criar programas, por meio de projetos em mídias sociais que desconstrua o preconceito alicerçado, como campanhas e eventos em redes de comunicação, com a finalidade de extinguir a concepção de uma sociedade limitada. Ademais, o Ministério da Saúde, em parceria com Universidade públicas, devem desenvolver estudos específicos, como um levantamento sobre os principais indicadores sanitários nos diversos grupos sociais brasileiros, por intermédio de investimentos em cursos de medicina e ciências sociais, com o intuito de garantir o proposto na Magna Carta.