As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 02/06/2020
Na série brasileira"3%",é retratada uma sociedade distópica,na qual apenas 3% da população tem direito a saúde e ao bem-estar.Nessa perspectiva,fora da ficção,no século XXI, no Brasil, a questão da exclusão social e seus impactos sobre a saúde vêm persistindo inerentemente ligado à realidade do país,seja pela discrepância socioeconômica,como também a discriminação da comunidade LGBTQ+.Logo,esses imbróglios contribuem para a perpetuação desse cenário negativo. Sob esse viés,é pertinente elencar a divergência socioeconômica como fomentador da peripécia.Dessarte,consoante ao sociólogo britânico Thomas H. Marshall em sua obra “Cidadania e Classes Sociais”,afirma que a cidadania é o conjunto de direitos civis,sociais e políticos garantido a uma nação por meio da Constituição. Entretanto,é notório perceber ,na contemporaneidade, que esses direitos não estão sendo colocados em prática, lamentavelmente,haja vista a ausência de investimentos governamentais,ocasionando,com isso,o aumento de filas dos hospitais e indo em contraste com a Magna Carta de 1988. Outrossim,é imperativo ressaltar o preconceito em relação à doação de sangue por homossexuais como promotor do impasse.Nesse sentido, segundo o físico Albert Einstein,“Triste época!É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado”. Desse modo,fica evidente e presença da herança história social da discriminação em conformidade aos homoafetivos,considerando-se que cerca de 18 milhões de litros de sangue são dispensados por serem doados pelos homossexuais segundo dados do Ministério da Saúde, situação que prejudica todo corpo social,infelizmente. Verifica-se,portanto, a necessidade de mitigar as exclusão presente no país.Dessarte,o Ministério da Saúde deve promover a ampliação dos hospitais, por meio de verbas direcionadas aos municípios brasileiros,com a finalidade de garantir a cidadania explicada por Marshall.Ademais, o poder Legislativo de criar uma lei que tenha o objetivo de inserir o grupo LGBTQ+ no processo da doação de sangue, afim de estimular uma sociedade igualitária e se distanciar da realidade vivenciada na séria “3%”.