As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 01/06/2020

Na série “the 100”, houve casos em que os líderes do clã “skaikrus” deveriam escolher quem deveria morrer, com isso na frase “você não é Deus” dita à personagem principal, é evidente que não cabe ao homem escolher quem deve morrer ou deixar de receber cuidados. Sob esse viés, trazendo para a realidade brasileira é notório que o preconceito existente contra certos grupos sociais é considerado motivo para que estes não receberem tratamento médico adequado. Dessa forma, o bem-estar das minorias como negros, LGBT’S e pobres são os mais afetados, devido a falta de empatia ainda existente entre a população.

Primeiramente, tem-se o preconceito como principal ato que abala o bem-estar, pois o indivíduo é nascido, criado e cidadão do Brasil e mesmo assim enfrenta barreiras para obter um atendimento médico adequado por causa de sua cor de pele, gênero sexual ou até mesmo sua renda. De acordo com o site Saúde Pública da Elo SP, vivenciar um ato de discriminação pode ser, por si,  um elemento desencadeador de doenças, pois aquilo que é visto é absorvido. Tal situação quando internalizada causa problemas psicológicos devido ao medo e sensação de injustiça ao qual foi exposto.

Em segundo lugar, a saúde pública brasileira é considerada precária pela falta de investimentos e profissionais capacitados. Desse modo, o Sistema Único de Saúde (SUS) criado em setembro de 1988 tinha a intenção de dar uma vida saudável a todos de forma gratuita, todavia, a falta de investimento do Governo e da população não permitem tal eficácia. Ainda por cima, a falta de empatia por vários dos profissionais que trabalham em hospitais públicos é outra causa que é impactante na saúde populacional, pois os mesmos se recusam a conceder atendimento ao próximos por questões raciais.

Portanto, para que não haja problemas na saúde das minorias por conta de exclusão derivada do preconceito é necessário que a sociedade seja conscientizada por meio de propagandas e ideais históricos que falem sobre as dificuldades na qual esses grupos se encontram e que eles necessitam de uma maior inclusão social. Outrossim, o investimento no SUS, e consequentemente em hospitais públicos, é indispensável para uma melhor saúde populacional, pois como é algo gratuito, irá abranger toda a população e obter remédios de qualidade, de modo a diminuir doenças que iriam ser espalhadas para outros. Logo, com medidas adequadas tomadas os grupos pertenfentes a estas minorias terão uma vida saudável e mais longa do que se não recebessem tratamento.