As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 02/06/2020
Consoante ao período Colonial, esse sistema baseava-se em uma sociedade de segregação racial, trabalho escravo, várias formas de violências e estratificação social. Nesse sentido, embora os 128 anos do fim da escravidão, ainda há a existência de diversas formas de exclusão na sociedade contemporânea. Nesse viés, essa estrutura de preconceitos tem gerado impactos sobre a saúde dos brasileiros que precisam ser solucionados. Diante disso, deve-se analisar a falta de campanhas midiáticas para desconfigurar as diferenças sociais no segmento social e a ausência de políticas governamentais efetivas para implantar a equidade entre os cidadãos.
Em primeiro lugar, a falta de campanhas midiáticas para desconfigurar as diferenças sociais no segmento social é um problema atual. Isso decorre desde o comércio dos africanos para as colonias portuguesas na América do Sul, pois acreditavam-se na inferioridade entre indivíduos devido a sua cor da pele. Nessa lógica, embora a Constituição de 1988, defenda que todos são iguais independente da sua origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; infelizmente, ainda é comum pessoas apontarem os grupos de minorias sociais como criminosos, preguiçosos, doentes e entre outras características hostis. Por conseguinte, indivíduos vítimas desses preconceitos, podem apresentar doenças como depressão, falta de autoconfiança, insegurança afetiva e emocional. Logo, é fundamental a criação de um espaço televisivo para valorizar à vida dessa parcela social marginalizada.
Em segundo lugar, a ausência de políticas governamentais efetivas para implantar a equidade entre os cidadãos também é uma problemática. De acordo com o site G1, O Brasil é um dos países onde mais morre indivíduos afrodescendentes e LGBTI’s. Diante desse dado, é possível afirmar que parte desse cenário, se deve pela falta de prioridade do Governo Federal em criar legislações severas para punir grupos rebeldes. Ademais, na contemporaneidade, após o resultado das eleições presidenciais de 2018, aumentou os discursos de ódio racistas homofóbicos no país, visto que a morte de crianças da periferia causadas por policiais, por exemplo do garoto João Pedro de 14 anos, são casos comuns e ignorados pela Esfera Pública. Portanto, é crucial o apoio de políticos que defendam as causas das minorias sociais, para garantir a segurança e a saúde emocional dessas pessoas.
Por fim, após os argumentos citados, medidas são necessárias para solucionar esses impasses. Sendo assim, a Mídia deve criar um espaço televisivo de discussão sobre os direitos humanos, por meio de convidados que se enquadram no grupo de exclusão social, a exemplo de artistas que posicionam a favor da equidade entre indivíduos. Essa ação pode ter melhor resultado, com o apoio de políticos que defenda a execução de projetos de leis, a fim de punir ações de segregação.