As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 04/06/2020

A democracia ateniense, criada por volta de 505 a.C., se trata de uma forma de governo que permite a participação dos cidadãos nas decisões políticas. Sob tal ótica, nota-se que a atitude de buscar maneiras de atender a todos em prol do bem comum está presente na sociedade desde a Grécia Antiga. No entanto, ainda, encontram-se falhas no que tange à procura por formas de reduzir os impactos sobre a saúde do brasileiro oriundos da exclusão social. Dentre esses, deve-se avaliar a falta de conscientização e, por conseguinte, o alto índice de desordem mental como problemas que devem ser solucionados no país.

Em primeira análise, cabe dizer que a falta de informação, acerca da diversidade cultural no Brasil, é um fator determinante para a permanência da exclusão de indivíduos que pertencem à comunidade LGBT. Em congruência ao pensamento do filósofo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, cabe dizer que o conteúdo que não for introduzido e apresentado as pessoas como uma realidade do hodierno cenário global, a fim de que seja tratado como algo natural, tende a ser rejeitado pela população em diversos ambientes do cotidiano social. Desse modo, faz-se substancial a dissolução desse panorama para que seja possível a inclusão e naturalização do que, hoje, é visto como inaceitável.

Em segunda análise, como consequência, tem crescido o número de indivíduos diagnosticados com algum tipo de desordem mental. Tem-se como um dos fatores causadores dessa situação, a percepção de que o padrão heteronormativo é não só o ideal, mas também o único aceitável. Em consonância ao pensamento o filósofo Fiódor Dostóievski, “a melhor definição que posso dar de um homem é a de um ser que se habitua a tudo”, pode-se ressaltar que a população se habituou ao preconceito e a exclusão desses grupos, situação essa que contribui para a negligência médica e o agravamento do quadro mental daqueles que necessitam de ajuda psicológica. Logo, faz-se necessário alterações nesse panorama atual.

Diante de tal contexto, é essencial salientar a importância de garantir a inclusão daqueles que, hoje, são excluídos. Desse modo, o governo deve implantar nas escolas e universidades, profissionais capacitados para efetuar palestras, a fim de apresentar, abordar e discutir a temática em pauta, além de fornecer cartilhas e materiais didáticos contendo a diversidade cultural retratada em cenários e figuras. Somente assim, será possível amenizar o preconceito e, consequentemente, os problemas psicológicos oriundos do próprio.