As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 12/06/2020

Apesar de a Constituição Federal de 1988 assegurar o direito do acesso à saúde, nota-se que muitos não usufruem dessa prerrogativa, tendo em vista que uma grande parcela populacional é excluída de diversas formas, o que impacta diretamente na vitalidade desses brasileiros. Desse modo, esse cenário exige ações eficazes do poder público, pois causam transtornos psicológicos e o aumento de enfermidades físicas por conta do não acompanhamento médico nesses grupos.

Em uma primeira análise, percebe-se o desacordo entre o que é assegurado pela Constituição e o contexto real do país, uma vez que pessoas transsexuais, negras, gays, entre outras minorias não são tratadas de maneira igualitária pelos profissionais de saúde ao irem aos hospitais. Esse nefasto paradigma contribui, sobretudo, com o aumento do índice de doenças psicológicas nesses grupos, pois estes acabam não se sentindo parte da sociedade. Além disso, convém ressaltar que tal problemática também fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, a qual endossa a igualdade como um direito de todos.

Outrossim, o sociólogo Zygmunt Bauman defende em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’ que o individualismo é um dos principais males da sociedade pós-moderna. Nesse sentido, esse pensamento de Bauman pode ser notado no contexto social na negligência de inúmeros profissionais da área da saúde ao tratarem seus pacientes que são minoria, o que faz com que muitos deles deixem de frequentar os ambientes hospitalares e esse fator influencie no desenvolvimento de doenças mais graves, visto que a falta do acompanhamento médico diminui a taxa de diagnósticos precoces.

À luz dos argumentos supracitados, depreende-se que as diversas formas de exclusão impactam diretamente na saúde do brasileiro. Assim, a mídia deve transmitir por meio de seus veículos de comunicação campanhas que sirvam de suporte e apoio às minorias vítimas de traumas psicológicos vivenciados nos hospitais, a fim de que elas não se sintam sozinhas. Ademais, o Ministério da Saúde deve promover formações para os profissionais da área, como médicos, enfermeiro e psicólogos,  por meio de palestras que tragam os temas empatia, respeito e igualdade, com a finalidade de que esses trabalhadores tratem melhor seus pacientes e evitem o crescente aumento no abandono do acompanhamento médico.