As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 17/06/2020
Aristóteles, em sua “Ética a Nicômaco”, retrata a conduta humana com prática constante das virtudes. Para o filósofo grego, o homem é causa de suas próprias ações e, portanto, sem uma práxis virtuosa não há possibilidade de alcançar-se o bem comum. Ao analisar esse contexto, atrelado à conjuntura atual, nota-se que os pilares da ética e da justiça são corroídos, comprometendo o bem- -estar das futuras gerações, tais quais as diversas formas de exclusão das minorias, como indivíduos LGBT, causam impactos sobre a saúde do brasileiro. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde conter esse impasse.
Outrossim, a história da humanidade é pródiga quanto à institucionalização de formas de conduta alimentadas por discursos que supervalorizam a postura individualista em detrimento de uma ideia de coletividade. A falta de consciência social faz, assim, com que minorias da sociedade sejam constantemente violentadas em seus direitos, principalmente minorias LGBT que possuem baixa renda. Além disso, no Brasil, as minorias LGBT passam por situações de preconceito em unidades de saúde como, por exemplo, condutas inadequadas por profissionais de saúde, o que ocasiona o afastamento desses indivíduos das ações de promoção à saúde. Desse modo, é necessário a interferência de medidas, por meio do Ministério da Saúde, que visem a garantir políticas públicas de incentivo às minorias à frequentarem unidades de saúde, cuja necessidade decorre da ausência de senso ético de parte do corpo social.
Paralelamente, denotam-se consequências negativas no âmbito social, como a vulnerabilidade das minorias LGBT aos problemas de saúde, o que resulta, de modo mais amplo, em complexos indicadores de saúde como, por exemplo, aumento de infecções sexualmente transmissíveis e maior chances de mulheres homossexuais adquirirem obesidade e doenças cardiovasculares. Por conseguinte, a persistência desses aspectos somente faz deteriorar a condição da vida humana pela na direção de um mundo injusto e antiético, contrariando os preceitos defendidos por Aristóteles. Destarte, é imperativa a atuação estatal, a partir de políticas públicas que visem a garantir a ética e a dignidade humana. Como gestor administrativo, o Estado, deve propor medidas, por meio do Ministério da saúde, que visem a estimular as minorias a frequentarem as unidades de saúde, por intermédio de propagandas, e capacitar os profissionais de saúde a agirem conforme recomenda os Direitos Humanos, a fim de garantir os direitos humanos das minorias marginalizadas. Deste modo, apoiar tais medidas corresponde em construir um mundo com valores éticos, como postula Aristóteleles.