As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 31/07/2020

A Carta Magna de 1988 determina que saúde e bem-estar devem se assegurados a todos os cidadãos. Todavia, percebe-se que na sociedade hodierna brasileira, não há o pleno exercício dessa norma, uma vez que existem diversas formas de exclusão que impedem que toda a população acesse a esse serviço vital. Dessa forma, convém compreender como o preconceito enraizado e a inoperância pública formam esse quadro.

Em primeiro plano,é visível que a existência de um preconceito estrutural contribui para a problemática. Durante o Período Colonial, difundiu-se um padrão social, marcado pela raça branca, heterossexualidade e rende alta, o qual subjugava todos fora desse padrão. Diante disso, conforme a teoria francesa de Bourdieu de que as estruturas sociais da época são incorporadas e, depois reproduzidas, vê-se que esse panorama colonial perpetuou-se até o século XXI, visto na discriminação a grupos, como negros e LGBT´s nos serviços de saúde, seja por insultos, seja pelo atendimento não profissional. Dessarte, urge que esse quadro seja revertido, pois prejudica o indivíduo, ao dificultar sua procura ao médico.

Ademais, a ineficácia estatal também favorece a existência dos impactos sobre a saúde oriundos da exclusão. Segundo a Lei do Sus, promulgada em 1988, o sistema de saúde pública deve ser pautado nos princípios de universalidade, equidade e integralidade. Porém, na prática, essa norma não ocorre, posto que não há políticas públicas realmente eficazes que atendam as necessidades dos mais vulneráveis, como também que repudiam a exclusão residente nos serviços de saúde. Desse modo, é intolerável que em um país comprometido em garantir o bem-estar de todos, essa ineficiência continue.

Infere-se, portanto, a necessidade de ações que combatam esse impasse brasileiro. Sob essa ótica, o Ministério da Saúde deve garantir serviços curativos e preventivos de qualidade universalmente, por meio de treinamentos e reordenação de funcionários em vários estados para atender com equidade a população, além de demitir aqueles preconceituosos, a fim de que haja a promoção do bem estar de todos. Outrossim, é mister que  a mídia desconstrua discriminações enraizadas, mediante publicidades nas redes sociais, como Facebook e Instagram acerca do respeito e repúdio a segregações sociais. Para que, assim, a norma Constituição seja efetivamente cumprida.