As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 15/06/2020

A legislação brasileira, mediante a  Lei do Sistema Único de Saúde (SUS), defende que o SUS deve atuar visando a universalidade, a integralidade e a equidade perante a população nacional. Todavia, o preconceito social, que implica na exclusão de indivíduos, vai de encontro aos direitos desses grupos referentes ao cuidado médico, fator que prejudica tanto o diagnóstico de doenças pela conduta discriminatória de agentes da saúde, quanto pela elevação de problemas psicológicos em parcelas excluídas.

Concernente à temática do tratamento diferenciado por profissionais da área de saúde, infere-se que há uma seletividade desse serviço básico aos cidadãos. Essa premissa relaciona-se a obra brasileira ¨O Alienista¨, de Machado de Assis, em que o protagonista considera como patológico comportamentos que divergem do padrão, isto é, fatores como a sexualidade e aparência, quando em desacordo ao imposto pela moral social, são considerados doenças, situação que ocorre no meio hospitalar, haja vista a discriminação de pacientes homossexuais, adolescentes grávidas, imigrantes, entre outros, que são mal atendidos pela visão que agentes médicos possuem de inferioridade desses cidadãos. Desse modo, é viável uma modificação na postura desses profissionais, para que não ocorra um desestímulo ao cuidado próprio por essas parcelas.

Ademais, é perceptível que transtornos psicológicos advém dessa discriminação a qual a sociedade está sujeita. Essa assertiva é baseada nos distúrbios de ansiedade e na depressão de minorias devido aos contantes casos agressivos a quais são vítimas, sendo o isolamento social e a despreocupação com saúde mental ¨válvulas de escape¨ que geram malefícios à saúde do brasileiro, haja vista a definição de saúde, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) como um estado de completo bem estar físico, mental e social. Dessa maneira, é relevante a mitigação do preconceito hodierno para a melhoria de vida da população.

Portanto, é imprescindível a ação de órgãos da saúde para assistir de modo igualitário a população brasileira. Para tanto, as Secretarias da Saúde estaduais devem combater condutas de profissionais discriminatórias, por meio de consultas realizadas por assistentes sociais à população sobre o serviço médico regional, com o intuito de garantir um atendimento inclusivo. Outrossim, o Ministério da Saúde deve, associado as mídias, disseminar a necessidade de auxílio médico ás parcelas marginalizadas socialmente, por intermédio de propagandas em postos de saúde e no meio online que alertem acerca dessa problemática. Logo, como estabelecido pela Lei do Sistema Único de Saúde,haverá , gradualmente, maior equidade no tratamento dos pacientes.