As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 16/06/2020
A Constituição brasileira de 1998, afirma que a saúde é um direito social, sendo como função do Estado oferecê-la de maneira universal. É inegável que a exclusão sofrida pelas minorias sociais e toda diversidade humana, impacta diretamente na saúde dessas pessoas.
O preconceito presente somado à falta de investimento do Governo em uma saúde de qualidade no país, ocasionam o descaso com as minorias.
A exclusão em massa é desencadeada por prejulgamentos e despreparo por parte de instituições de saúde. Para o sociólogo Pierre Bourdieu, essas medidas excludentes são violências simbólicas, isto é, atos institucionais que violam o bem-estar dos indivíduos, excluindo-os desonestamente no meio social.
Essa violência institucional é percebida, por exemplo, na ausência de leitos que prejudica brasileiros como um todo, porém se agrava para a parcela excluída da sociedade. Segundo o Conselho Federal de Medicina apenas 23% da população é devidamente atendida.
Portanto, medidas são necessárias para resolver os problemas, tais como destinar verbas obrigatórias para estruturar espaços públicos disponíveis principalmente em periferias, que atendam as minorias de acordo com suas necessidades, além de orientar funcionários para atender a todos de forma igualitária.
Cabe ao poder público, às entidades representativas dos grupos, além de toda a sociedade civil, realizar e fiscalizar ações afirmativas para reduzir o impacto da exclusão, tal como o Hospital Pérola Byington, que tem por finalidade prestar assistência médico-hospitalar voltada para mulheres.
É preciso humanizar as relações, acolher os pacientes em suas especificidades e oferecer conforto físico, psicológico e emocional.