As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 16/06/2020

O artigo 6° da Constituição Brasileira garante direitos sociais à população, entre eles, a saúde. No entanto, as minorias brasileiras não possuem esse benefício em sua plenitude. Isso, porque, a sociedade é caracterizada pela estereotipizacão, o que traz consequências negativas para esse grupo: negligência dos profissionais e maus atendimentos. Nota-se, então, que esse assunto precisa ser debatido para proporcionar menos prejuízos para os marginalizados.

Em primeiro lugar, é necessário citar os fatores que causam problemas na efetivação do Sistema de Saúde para esse público. De acordo com pesquisas do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina, mulheres negras, o povo indígena e a comunidade LGBTQ+ apresentam dificuldades na assistência médica e hospitalar. Essa situação é decorrente do preconceito solidificado no meio social e da da falta de formação no ambiente acadêmico. Conforme a pesquisa abordou, muitos trabalhadores saem das universidades sem a sensibilidade e capacitação necessária para ajudarem as minorias e isso junto ao preconceito existente favorecem a consulta de má qualidade.

Em decorrência disso, existem as irresponsabilidades na prestação do serviços de prevenção e tratamento. Na série norte-americana “Grey’s Anatomy”, uma mulher negra, vítima de violência sexual, teve um atendimento específico só por mulheres devido ao seu caso de abuso. Contudo, no Brasil, existem muitas imprudências com o tratamento para esses indivíduos, pois muitos passam horas esperando para serem atendidos e são vítimas de ações preconceituosas. Assim, eles não ficam a vontade para procurar os hospitais e as USF- Unidade de Saúde da Família- a fim de prevenirem doenças ou realizarem algum tratamento. Isso leva ao agravamento do bem-estar dessas pessoas, já que não possuem um apoio eficaz na área da saúde.

Percebe-se, portanto, que esse problema precisa ser enfrentado. Para resolvê-lo, seria eficaz que as Universidades e Instituições de Ensino Superior abordassem essa temática dentro das disciplinas curriculares, com leituras de artigos, estudo de depoimentos das minorias e maneiras de como conduzir em uma consulta com esses pacientes. Além disso, seria necessário, sempre que possível, a presença desses atendimentos em estágios com uma supervisão do professor, porque, assim, ele poderia aconselhar e orientar qual a melhor conduta. Destarte, será garantido o direito do Artigo 6° da Lei Fundamental.