As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 19/06/2020
A série estadunidense “Riverdale” mostra que a personagem Cheryl, após a descoberta de sua sexualidade, foi internada em um convento para ser tratada com a “cura gay”, afetando sua saúde mental. Hodiernamente, no Brasil, é notório que a exclusão, a qual atinge, principalmente, as minorias sociais, reflete na saúde dos indivíduos, como visto no drama juvenil. Isso se deve, muitas vezes, ao diferente tratamento dado a alguns e ao preconceito inserido no ideal de bastantes contingentes. Logo, urgem medidas realizadas pelo Governo e pelas instituições escolares para reverter esse quadro.
Decerto, muitos indivíduos, por não seguirem os padrões ditos como corretos, são distanciados de determinadas atividades. A título de ilustração, tem-se a doação de sangue, a qual, segundo o site “g1”, foi proibida, até o ano de 2019, para homossexuais que tivessem feito relações sexuais em menos de um ano, uma vez que esse escolha sexual era tida como uma doença por bastantes sociedades. Nesse sentido, observa-se o quão segregacionista são alguns afazeres, ditando quem pode ou não fazer tal ato, fomentando a exclusão social. Isso ocasiona, determinadas vezes, a interferência na saúde de muitas pessoas, visto que a doação de sangue é algo necessário e pouco realizado no Brasil, e o distanciamento dos contingentes da comunidade LGBTQI+ da área da saúde. Dessarte, é premente que o Governo modifique esse cenário de desamparo a essa minoria social.
Ademais, o preconceito com o dito diferente afeta negativamente a saúde de bastantes pessoas. Nessa toada, tem-se o livro “Extraordinário”, de R.J.Palacio, o qual mostra como o personagem August, que teve o rosto modificado após 27 cirurgias plásticas, teve problemas em socializar, pois foi vítima de comentário maldosos, atingindo sua saúde mental. Nesse contexto, nota-se o quanto a diversidade ainda é negada por bastantes indivíduos, os quais optam por não respeitar essas divergências, acarretando alguns impasses para suas vítimas. Isso proporciona, certas vezes, o afastamento desses contingentes de muitos lugares, mormente ambientes escolares, porque não veem segurança neles para sua saúde, seja ela física ou psicológica, sendo a escola um dos principais locais. Diante disso, é perceptível a necessidade de as instituições de ensino intervirem nesse entrave.
Destarte, percebe-se que os impasses relacionados à saúde das minorias devem ser combatidos. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceira com os governos municipais, por meio de projetos inclusivos, como os que visam a saúde dos indivíduos da comunidade LGBTQI+, ofertar propostas que atendam as demandas de toda a população, com o fito de mitigar a exclusão vista no âmbito da saúde. Outrossim, cabe às instituições escolares, via palestras e debates, mostrar a importância do respeito com o próximo. Dessa forma, a exclusão, como a de “Riverdale”, poderá ser reduzida, gradativamente.