As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 23/06/2020

Igualdade. Integralidade. Equidade. Essa tríade exemplifica os direitos sociais, os quais são assegurados constitucionalmente. Porém, tais preceitos não estão em consonância com as diversas formas de exclusão e seus impactos a saúde no Brasil, seja pelo pouco auxílio governamental, seja pela falta de mobilização cidadã em prol dos benefícios relacionados a está situação.

Primordialmente, é valido pontuar os piores indicadores de falta de saneamento básico enfrentados –principalmente- por pessoas pobres, LGBTQ+ e negros no Brasil. Isso ocorre devido ao ineficiente quantitativo de medidas governamentais para modificar a falta de atendimento de qualidade a essas pessoas, promovendo um impedimento de terem o bem-estar em relação a saúde. Entretanto, observa-se uma gradativa mudança na postura estatal em relação a este cenário, a exemplo da criação do ambulatório de atenção à saúde da população travesti e transexuais na cidade de Niterói, desenvolvido para promover atendimento necessário para esses grupos. Apesar desse notório progresso, ainda é imperiosa a problemática supracitada, uma vez que projetos (como o exposto) são minorias comparado a outras regiões do país.

Ademais, deve explicitar que considerável parcela da sociedade não busca reverter a situação de exclusão social, racial, financeira, e sexual na sociedade brasileira. Tal estorno advém de uma despreocupação dos cidadãos em exigir uma reformulação nos setores públicos (como o Ministério da Cidadania) encarregados de garantir a possibilidade de inclusão desses indivíduos, o que define esse comportamento negligente como um “eclipse de consciência”, termo –conforme o literato português José Saramago, no romance “Ensaio sobre as cegueiras”- utilizado para sintetizar a ideia de falta de sensibilidade do indivíduo perante os imbróglios enfrentados pelo próximo, nesse caso, o contingente populacional desprovidos da oportunidade de desfrutar do bem-estar social. Por conseguinte, sob efeito desse fenômeno, considerável parte dos brasileiros fomenta a invisibilidade, o que acaba gerando impactos sobre sua saúde, principalmente psicológica.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, cabe ao Poder Executivo –instituição de alta relevância para o país- potencializar projetos sociais para a construção de locais de atendimento à saúde de grupos excluídos na sociedade. Nesses locais, deve conter atendimento rápido e de qualidade e com profissionais competentes. Isso será feito por meio da cessão de capital público aos órgãos competentes, a fim de possibilitar a inclusão e o bem-estar dessas pessoas. Logo, a tríade proposta poderá ser efetivada e a integração dessas pessoas na sociedade será obtida em tempo hábil.