As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 03/07/2020

Saúde para a OMS diz respeito às condições físicas, psicológicas e sociais ligadas ao bem-estar e a manutenção da vida dos indivíduos. Nesse sentido, o sistema público brasileiro se contrapõe à definição pois, a deficiência no atendimento das minorias e os indicadores negativos mostram-se como um reflexo da exclusão e o impacto desta nas questões sanitárias. Desse modo, essa é uma problemática que deve ser analisada e resolvida.

Primeiramente, os obstáculos enfrentados pelos grupos marginalizados nos postos médicos diante da normatividade racial, de gênero e orientação sexual reafirma a ineficácia no tratamento destes. Haja vista que a discriminação, olhares ofensivos, condutas desreispeitosas e o despreparo profissional compromete o psicológico e, consequentemente, afasta os cidadãos principalmente LGBTQIA+ e negros que, devido ao medo e vergonha deixam de procurar atendimento preventivo e curativo no Sistema Público Brasileiro. Isso, portanto, se comprova com o estudo realizado pelo Ministério da saúde, que diz que, os jovens negros entre 15 e 29 anos tem 45% de chance a mais do que brancos de cometer suicídio.

Ademais, uma pesquisa realizada no Nordeste mostra que os transsexuais são os que mais sofrem com ofensas verbais e, por isso, muitas vezes não procuram o sistema de saúde seja por insegurança ou por constrangimento em relação à como são vistos pelos profissionais. Além disso, os negros que são minoria entre os pobres no Brasil tem baixos indicadores de saúde mental, social e física quando comparado aos brancos pois, alem de sofrerem com a descriminação racial, sofrem com a segregação econômica o que impacta diretamente na busca por tratamento hospitalar. Dessa forma, são as abordagens inadequadas e o preconceito que os exclui e evidencia os indicadores socioeconômicos negativos.

Em suma, cabe ao Ministério da Saúde criar programas que melhore o atendimento das minorias nos postos médicos, por meio de políticas que implementem no SUS profissionais qualificados afim de respeitar as diferenças dos diversos grupos sociais e cumprir dos três princípios básicos da Lei do SUS: integralidade, universalidade e equidade. Somado a isso, faz-se necessário a ação da Sociedade junto a ONG’s em mobilizações que busque amparar as minorias e que promova a igualdade na saúde e todos outros aspectos. Porque, desde o iluminismo entende-se que a sociedade só evolui quando há comoção pelos problemas alheios.